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CIÊNCIA

Cientistas localizam cidade subterrânea sob as pirâmides de Gizé

Equipe de pesquisadores da Itália e da Escócia descobriu uma cidade subterrânea sob as Pirâmides de Gizé com o auxílio de uma tecnologia de radar inovadora

Necrópole de Gizé, onde estão localizadas as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos - Imagem: Reprodução / Wikipédia
Necrópole de Gizé, onde estão localizadas as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos - Imagem: Reprodução / Wikipédia

William Oliveira Publicado em 23/03/2025, às 12h56


Uma equipe de pesquisadores da Itália e da Escócia anunciou a descoberta de uma cidade subterrânea sob as icônicas Pirâmides de Gizé, no Egito, utilizando uma tecnologia inovadora baseada em raio-X. O método, que converte sinais de radar em dados sonoros, permitiu identificar vibrações milimétricas e revelou detalhes surpreendentes sobre a estrutura subterrânea.

A descoberta, relacionada à segunda maior pirâmide do complexo, a Pirâmide de Quéfren, foi divulgada em 15 de março. O Projeto Quéfren revelou a existência de uma cidade subterrânea que se estende por 1,2 km sob o Planalto de Gizé. Através de imagens obtidas com o Synthetic Aperture Radar (SAR), os pesquisadores criaram um modelo tridimensional detalhado do interior da pirâmide.

Nas profundezas do planalto, próximas à base da pirâmide, foram identificadas cinco estruturas interligadas por caminhos geométricos. Cada uma delas possui cinco níveis horizontais e um teto inclinado, indicando uma complexidade arquitetônica significativa.

Além dessas estruturas, os pesquisadores detectaram oito formações cilíndricas que parecem ser poços verticais ocos, cercados por escadarias em espiral. Organizados em duas fileiras paralelas, esses poços se estendem verticalmente até uma profundidade de 648 metros.

Essas formações convergem para duas grandes estruturas cúbicas, com cerca de 80 metros de largura cada. A extensão total dessa rede subterrânea é estimada em cerca de dois quilômetros, abrangendo uma área interconectada sob as três pirâmides do Planalto de Gizé.

O estudo, conduzido por Corrado Malanga, da Universidade de Pisa, e Filippo Biondi, da Universidade de Strathclyde, ainda aguarda revisão por pares para validação científica.

A porta-voz do Projeto Quéfren, Nicole Siccolo, descreveu a pesquisa como uma das maiores revelações arqueológicas da era moderna. Ela destacou que o mapeamento revelou um sistema intricado de salas e corredores que se estendem por quilômetros abaixo da superfície, com câmaras gigantescas que rivalizam em tamanho com as próprias pirâmides.

"A descoberta dessa vasta cidade subterrânea, que acreditamos ser a lendária Amenti, muda radicalmente nossa percepção sobre o complexo das pirâmides e a civilização que as ergueu", afirmou Nicole Siccolo em comunicado oficial nas redes sociais.

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