A porta-voz da China, Mao Ning, condena a imposição de tarifas como uma forma de coerção e defende a inclusão no Brics

Gabriela Thier Publicado em 07/07/2025, às 19h21
Nesta segunda-feira (7), a China expressou descontentamento com a utilização de tarifas como uma forma de coerção, em resposta a uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O mandatário americano ameaçou impor um imposto adicional de 10% sobre países que se unirem ao bloco Brics.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, destacou em entrevista que "a cooperação entre as nações do Brics é caracterizada por sua abertura e inclusão, sem direcionar suas ações contra qualquer país específico".
Mao reiterou a posição da China contrária a guerras comerciais e políticas tarifárias, argumentando que a imposição arbitrária de tarifas não traz benefícios para nenhum dos envolvidos. A porta-voz ainda caracterizou o Brics como uma "força positiva dentro da comunidade internacional".
Atualmente, o grupo Brics, que inclui 11 países do Sul Global, está realizando sua 17ª Cúpula de líderes no Rio de Janeiro, iniciada no dia 6 de outubro. O evento ocorre sob rigoroso esquema de segurança e conta com a participação virtual dos presidentes Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia.
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