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Internacional

Chefe da ONU faz visita histórica à Síria e cobra apoio internacional

António Guterres pediu ajuda para reconstruir o país após mais de 13 anos de guerra civil e defendeu o respeito à soberania síria durante encontro com o novo presidente

Chefe da ONU faz visita histórica à Síria e cobra apoio internacional - Imagem: Reprodução/Instagram
Chefe da ONU faz visita histórica à Síria e cobra apoio internacional - Imagem: Reprodução/Instagram

Manoela Cardozo Publicado em 26/07/2026, às 10h00


O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, visitou a Síria neste sábado (25) e fez um apelo à comunidade internacional para ampliar o apoio à reconstrução do país, que tenta se reerguer após mais de 13 anos de guerra civil.

A visita marca a primeira vez em 17 anos que um secretário-geral da ONU desembarca em território sírio. Durante a agenda oficial, Guterres afirmou que nenhum país consegue superar sozinho as consequências de um conflito tão prolongado.

"Nenhum país que emerge de mais de uma década de um conflito brutal consegue reconstruir-se sozinho", declarou.

Além do pedido de apoio internacional, o chefe da ONU voltou a defender a retirada das tropas israelenses de áreas ocupadas na Síria e reforçou que a soberania e a integridade territorial do país devem ser respeitadas.

"A soberania, independência, unidade e integridade territorial da Síria devem ser plenamente respeitadas", afirmou.

Durante a visita, Guterres foi recebido pelo presidente Ahmed al-Sharaa, com quem discutiu a cooperação entre a ONU e o novo governo sírio, além dos desafios da reconstrução e da transição política.

Ahmed al-Sharaa assumiu o comando do país após liderar a ofensiva que derrubou Bashar al-Assad, no fim de 2024. Desde então, o novo presidente tem prometido formar um governo mais inclusivo, em meio aos esforços para restabelecer as instituições sírias.

Apesar das sinalizações positivas da comunidade internacional em relação à nova administração, o passado de al-Sharaa continua sendo alvo de atenção devido às antigas ligações com grupos jihadistas, como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico (ISIS).


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