Trump expressou satisfação com o acordo, mas detalhes sobre sua implementação ainda geram incertezas

Gabriela Thier Publicado em 12/06/2025, às 19h26
Na quinta-feira (12), a China confirmou oficialmente um acordo comercial que foi previamente anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração enfatizou a necessidade de ambos os países respeitarem o consenso alcançado e destacou que a China sempre honrou seus compromissos.
Este entendimento foi resultado de uma conversa telefônica entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, ocorrida na semana passada, trazendo uma breve pausa nas tensões da guerra comercial que afetam as duas principais economias globais.
Durante uma coletiva de imprensa, Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, declarou: "A China sempre manteve sua palavra e apresentado resultados. Agora que se chegou a um consenso, ambos os lados devem cumpri-lo".
A ligação entre os líderes não apenas rompeu um impasse que havia surgido após um acordo preliminar em Genebra, mas também abriu caminho para novas discussões em Londres. Segundo informações de Washington, esses diálogos ajudaram a fortalecer o entendimento de Genebra, que busca aliviar as tarifas retaliatórias entre as nações.
O acordo inicial em Genebra enfrentou dificuldades devido às restrições contínuas impostas pela China sobre as exportações de minerais. Em resposta a isso, o governo Trump implementou controles sobre a exportação de produtos críticos para a China, como software de design de semicondutores e motores a jato.
Trump expressou sua satisfação com o acordo em uma publicação na rede social Truth Social, afirmando: "Nosso acordo com a China está concluído, sujeito à aprovação final do presidente Xi e minha". Ele ressaltou que todos os ímãs completos e as terras raras necessárias serão fornecidos antecipadamente pela China, ao passo que os EUA também cumprirão com suas obrigações acordadas.
No entanto, ainda restam dúvidas quanto aos detalhes do novo acordo e à forma como ele será implementado. Uma fonte da Casa Branca explicou que os 55% mencionados por Trump referem-se à soma de várias tarifas: uma tarifa recíproca de 10% imposta sobre produtos importados de diversos parceiros comerciais dos EUA; 20% sobre importações chinesas devido à alegação de insuficiência no combate ao tráfico de fentanil; e tarifas pré-existentes de 25% sobre produtos chineses, implementadas durante o primeiro mandato presidencial de Trump.
Sobre as restrições de exportação de terras raras, o Ministério do Comércio da China afirmou que continuará a fortalecer seu processo de avaliação e aprovação. No entanto, a entidade não revelou quantas licenças seriam concedidas nesta semana.
He Yadong, porta-voz do ministério, declarou: "A China está disposta a melhorar ainda mais a comunicação e o diálogo sobre controle de exportação com países relevantes e promover a facilitação do comércio compatível".
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