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Ásia em alerta

Terremoto de magnitude 7,1 atinge o Japão, derruba shopping e deixa mortos, feridos e milhares de desalojados

Tremor registrado na região de Kumamoto provocou desabamentos, interrompeu serviços e levou autoridades japonesas a emitir alerta para novos abalos nos próximos dias.

Equipes de resgate atuam após o terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a região de Kumamoto, no Japão, provocando desabamentos e deixando mortos, feridos e milhares de desalojados. - Imagem: Reprodução / Kyodo via Reuters
Equipes de resgate atuam após o terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a região de Kumamoto, no Japão, provocando desabamentos e deixando mortos, feridos e milhares de desalojados. - Imagem: Reprodução / Kyodo via Reuters

Redação Publicado em 28/07/2026, às 10h46


Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o Japão, causando destruição em Kumamoto, com mortes, feridos e milhares de desalojados, além do colapso parcial de edifícios, incluindo um shopping center.

O tremor, registrado a 10 quilômetros de profundidade, forçou cerca de 300 mil pessoas a deixarem suas casas, enquanto as autoridades continuam a contabilizar os danos e as vítimas.

A primeira-ministra Sanae Takaichi mobilizou equipes de resgate e Defesa Civil, alertando para a possibilidade de novos tremores e pedindo que a população siga as orientações de segurança nos próximos dias.

Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu o Japão na madrugada desta terça-feira (28), provocando destruição em diversas cidades da região de Kumamoto. O tremor, considerado um dos mais intensos dos últimos anos no país, deixou mortos, dezenas de feridos, milhares de pessoas desalojadas e causou o colapso parcial de edifícios, incluindo um shopping center.

Um dos episódios mais graves ocorreu no Aeon Mall, localizado na cidade de Kashima, onde parte da estrutura do segundo andar desabou durante o terremoto. Imagens divulgadas por emissoras japonesas mostram o momento em que a área é atingida, enquanto equipes de resgate trabalham na busca por pessoas que ficaram presas sob os escombros.

Segundo informações das emissoras Fuji TV e TBS, o desastre provocou mortes e deixou vítimas soterradas no interior do centro comercial. As autoridades seguem contabilizando o número oficial de óbitos e desaparecidos.

O terremoto foi registrado às 16h27 no horário local (4h27 em Brasília), com epicentro na província de Kumamoto e profundidade estimada em 10 quilômetros, de acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA). O abalo alcançou intensidade máxima 7 na escala sísmica japonesa (Shindo), utilizada para medir os impactos sentidos na superfície.

Além do shopping, diversos prédios, residências e estruturas públicas sofreram danos. As autoridades japonesas informaram que aproximadamente 300 mil pessoas precisaram deixar suas casas por questões de segurança, enquanto dezenas de abrigos emergenciais foram abertos para receber moradores das áreas afetadas.

Em pronunciamento, a primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou que o governo acompanha a situação em tempo real e mobilizou equipes de resgate, Defesa Civil e Forças de Autodefesa para atuar nas regiões mais atingidas.

"Embora ainda estejamos confirmando a extensão dos danos, fomos informados de que já há feridos", declarou a premiê, reforçando o pedido para que a população siga as orientações das autoridades locais.

Especialistas da Agência Meteorológica do Japão também alertaram para a possibilidade de novos tremores de grande intensidade nos próximos dias. Segundo o órgão, o histórico sísmico da região demonstra que terremotos dessa magnitude costumam ser seguidos por fortes réplicas.

O alerta recomenda que moradores permaneçam atentos, evitem edificações comprometidas e acompanhem os comunicados oficiais. As autoridades ressaltam que o risco é considerado elevado especialmente nas próximas 48 a 72 horas.

O terremoto ocorre poucos anos após outra sequência de fortes abalos registrada na mesma região em 2016, quando Kumamoto também enfrentou destruição significativa e dezenas de mortes.

Enquanto isso, equipes de emergência continuam as operações de busca e resgate, ao mesmo tempo em que técnicos avaliam os danos na infraestrutura, nas redes de energia, transporte e comunicação.


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