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Estados Unidos

Pesquisa mostra queda no apoio à guerra contra o Irã e amplia pressão sobre governo Trump

Levantamento Reuters/Ipsos indica que apenas um em cada três norte-americanos apoia o conflito, enquanto a maioria afirma que o presidente Donald Trump não explicou claramente os objetivos da operação militar.

Pesquisa Reuters/Ipsos mostra queda no apoio dos norte-americanos à guerra contra o Irã enquanto aumenta a cobrança por maior clareza sobre os objetivos do conflito. - Imagem: KEVIN DIETSCH / GETTY IMAGES
Pesquisa Reuters/Ipsos mostra queda no apoio dos norte-americanos à guerra contra o Irã enquanto aumenta a cobrança por maior clareza sobre os objetivos do conflito. - Imagem: KEVIN DIETSCH / GETTY IMAGES

Redação Publicado em 28/07/2026, às 11h18


Apoio da população dos Estados Unidos à guerra contra o Irã caiu para o menor nível desde o início do conflito, com apenas um em cada três norte-americanos apoiando as operações militares, refletindo uma crescente insatisfação com a falta de clareza nos objetivos do governo.

Uma pesquisa revelou que 69% dos entrevistados acreditam que o presidente Donald Trump não explicou adequadamente as razões para a participação militar, com preocupações adicionais sobre o aumento dos preços dos combustíveis, que subiram de US$ 3 para mais de US$ 4 por galão desde o início da guerra.

Apesar da queda no apoio, a Casa Branca defendeu suas ações como essenciais para a segurança nacional e anunciou que não tomará decisões com base em pesquisas de opinião, enquanto o desgaste político do governo aumenta com as eleições legislativas se aproximando.

Uma nova pesquisa realizada pela Reuters em parceria com o instituto Ipsos aponta que o apoio da população dos Estados Unidos à guerra contra o Irã atingiu o menor nível desde o início do conflito, há cinco meses. Segundo o levantamento, apenas um em cada três norte-americanos afirma apoiar a continuidade das operações militares, enquanto cresce a percepção de que o governo ainda não esclareceu quais são os objetivos da campanha.

O estudo foi realizado entre sexta-feira e domingo com 1.246 adultos norte-americanos e revela que 69% dos entrevistados consideram que o presidente Donald Trump não explicou de forma clara as razões e as metas da participação militar dos Estados Unidos no conflito. Entre os próprios eleitores republicanos, quatro em cada dez compartilham dessa avaliação.

Desde o início da guerra, Trump apresentou diferentes justificativas para a ofensiva, incluindo impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, reduzir sua capacidade militar e apoiar mudanças no regime iraniano. Apesar das críticas, a Casa Branca reafirmou que a prioridade continua sendo impedir que o país obtenha armamento nuclear.

A porta-voz presidencial Olivia Wales declarou que as decisões do governo não serão tomadas com base em pesquisas de opinião e defendeu a atuação do presidente como necessária para garantir a segurança nacional.

Mesmo com a queda no apoio ao conflito, o levantamento também mostrou uma leve recuperação na aprovação do presidente. Trump alcançou 37% de avaliação positiva, três pontos percentuais acima da pesquisa anterior, embora o índice continue abaixo da metade do eleitorado.

A pesquisa também evidencia impactos políticos e econômicos da guerra. O aumento no preço dos combustíveis tornou-se uma das principais preocupações da população. Segundo o levantamento, o preço médio da gasolina nos Estados Unidos passou de aproximadamente US$ 3 para mais de US$ 4 por galão desde o início das operações militares, pressionando o custo de vida e ampliando o debate sobre os efeitos internos do conflito.

Além das consequências econômicas, a guerra já resultou na morte de militares norte-americanos e em milhares de vítimas no Oriente Médio, aumentando o desgaste político do governo às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, previstas para novembro.

Durante a campanha presidencial de 2024, Donald Trump havia prometido evitar o envolvimento dos Estados Unidos em guerras prolongadas. Inicialmente, o governo estimava uma operação de poucas semanas, mas o conflito já ultrapassa cinco meses, cenário que alimenta questionamentos dentro e fora do Partido Republicano.

A pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada em todo o território norte-americano e possui margem de erro de três pontos percentuais.


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