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Ativista brasileiro Thiago Ávila está a caminho do Brasil após detenção em Israel

O ativista enfrentou detenção em águas internacionais enquanto tentava enviar ajuda humanitária à Faixa de Gaza

O ativista enfrentou detenção em águas internacionais enquanto tentava enviar ajuda humanitária à Faixa de Gaza - Imagem: Reprodução / X / @LianaCirne
O ativista enfrentou detenção em águas internacionais enquanto tentava enviar ajuda humanitária à Faixa de Gaza - Imagem: Reprodução / X / @LianaCirne

Gabriela Thier Publicado em 12/06/2025, às 16h39


O ativista brasileiro Thiago Ávila, de 38 anos, que foi detido em Israelenquanto tentava enviar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, está a caminho do Brasil. De acordo com informações divulgadas pela organização Freedom Flotilla, sua chegada está prevista para o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, nesta sexta-feira (13), às 5h25.

Thiago Ávila está há quatro dias em greve de fome como forma de protesto contra a sua detenção, que ele caracteriza como um sequestro, uma vez que ocorreu em águas internacionais. O caso gerou repercussão significativa e é tratado como um crime de guerra pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) do Brasil. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, conhecido como Itamaraty, acompanha o desenrolar da situação e considera que houve uma violação das normas do direito internacional, solicitando a imediata liberação do ativista.

Conforme relatado pelos advogados que representam Thiago, o ativista foi transferido para uma cela solitária como consequência de sua greve de fome. Sua família no Brasil não tem conseguido se comunicar com ele desde a última segunda-feira (9), quando as forças israelenses interceptaram o grupo de ativistas.

No cárcere de Givon, Israel ainda mantém dois outros ativistas: Pascal Maurieras e Yanis Mhamdi, ambos originários da França. Segundo a organização Adalah, eles devem ser deportados nesta mesma sexta-feira.

Dentre os 12 ativistas detidos, oito se recusaram a assinar um documento que reconheceria sua tentativa de entrada ilegal no país, conforme exigido pelas autoridades israelenses. Essa recusa impediu a deportação imediata desses indivíduos.

Por outro lado, o grupo concordou que a ambientalista Greta Thunberg e mais três ativistas assinassem o documento para que pudessem retornar aos seus países e relatar as condições enfrentadas durante a detenção.


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