Acordo entre Apple e Google prevê integração de IA generativa nos iPhones a partir de 2026

Gabriela Nogueira Publicado em 12/01/2026, às 15h51
A Apple oficializou nesta segunda-feira (12) um acordo com o Google para integrar o Gemini, sistema de inteligência artificial da gigante de buscas, aos recursos da Siri. A iniciativa marca um novo capítulo na estratégia da empresa para fortalecer o Apple Intelligence, conjunto de ferramentas de IA que vem sendo incorporado aos iPhones, Macs e outros dispositivos da marca.
Segundo comunicado conjunto, a tecnologia do Gemini passará a servir como base para os chamados Foundation Models da Apple, estrutura responsável por sustentar funcionalidades inteligentes em aplicativos nativos e de terceiros. A expectativa é que a parceria permita respostas mais precisas, interações mais naturais e uma Siri capaz de entender melhor o contexto e as preferências dos usuários.
As empresas afirmaram que o acordo terá duração de vários anos, sem detalhar prazos ou valores envolvidos. A Apple destacou que a escolha pelo Gemini ocorreu após uma análise técnica aprofundada e ressaltou que a integração seguirá os padrões de privacidade já adotados pela companhia, com processamento direto nos dispositivos e uso da computação em nuvem privada apenas quando necessário.
Com a chegada do Gemini, a Siri deve ganhar novas capacidades ainda em 2026, incluindo maior personalização e desempenho em tarefas mais complexas. A Apple reforçou que a proposta não é substituir completamente seus modelos próprios, mas ampliar as possibilidades do Apple Intelligence com apoio externo.
Desde 2024, a empresa mantém um acordo separado com a OpenAI, que permite o uso do ChatGPT em situações específicas dentro da Siri. Até o momento, a Apple não esclareceu como as duas parcerias vão coexistir nem se haverá mudanças no funcionamento atual do assistente virtual.
O movimento aproxima duas rivais históricas em um momento de forte disputa no mercado de inteligência artificial. Para a Apple, o acordo acelera o desenvolvimento de recursos avançados sem abrir mão do controle sobre a experiência do usuário. Para o Google, representa a chance de levar o Gemini a milhões de dispositivos ativos ao redor do mundo.
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