
Kleber Carrilho Publicado em 17/12/2022, às 12h44
Este realmente não é um dezembro normal. Além da Copa do Mundo inédita neste momento do ano, uma transição mais comentada do que novela das nove faz com que o mês do Natal nem pareça ter a ansiedade para os presentes e as reuniões de família.
Primeiro, porque as famílias, com raras exceções, estão rachadas. Uma parte está na frente dos quartéis ou apoiando quem está lá e a outra arranjando desculpas para cada nome do novo ministério que não tem muita coerência com o que estava se esperando do governo da frente ampla.
Na Copa, já deu tudo errado para os brasileiros. Uma equipe sem personalidade, que viveu de momentos de iluminação individual e não foi capaz de se defender por quatro minutos, porque quase todos estavam querendo ser estrelas, e todos pensando que não dá para se destacar na defesa, não é mesmo? Então, pensaram: “vamos para a frente tentar aparecer no clipe dos melhores momento do jogo”.
Não deu. Tite não teve liderança estratégica, o que inclui definir quem vai bater os pênaltis, e o capitão não teve a mínima capacidade de organizar o time em campo. Afinal, como é que iam ouvi-lo? Talvez tenha sido, por isso, a equipe brasileira mais sem graça que já jogou uma Copa do Mundo desde que eu me conheço por gente, disputando esse fatídico título com a do Lazaroni em 1990. É, eu sei que ninguém se lembra daquilo.
E 1990 talvez só tenha sido pior porque a derrota foi nas oitavas, para a Argentina de Maradona e Caniggia. E dessa vez a derrota foi pelo menos para um time mais simpático, que foi substituir a seleção brasileira no papel de perder para os hermanos.
Mas, já que o futebol não tem mais muito o que dizer, a não ser escolher entre Argentina e França, também de péssima memória para os brasileiros nas últimas Copas, vamos voltar para a política.
A equipe de transição trabalhou muito nas últimas semanas. Fez relatórios, buscou dados, se esfolou para conseguir um crachá que, segundo Aloizio Mercadante, no evento de finalização dos trabalhos, deverá ser enquadrado como souvenir por quem conseguiu um. E foi só essa a promessa. Na hora de definir os nomes do governo, vai valer a realpolitik.
Haddad mostra segurança nas entrevistas, muito mais do que quando foi candidato a governador, porém o mercado ainda duvida de que ele vai se preocupar com as contas. Isso é bom por um lado, porque pode surpreender com poucas ações, mas é ruim por outro, porque já chega à cadeira com o pedido de substituição levado ao chefe.
Este realmente não é um dezembro normal. Além da Copa do Mundoinédita neste momento do ano, uma transição mais comentada do que novela das nove faz com que o mês do Natal nem pareça ter a ansiedade para os presentes e as reuniões de família.
Primeiro, porque as famílias, com raras exceções, estão rachadas. Uma parte está na frente dos quartéis ou apoiando quem está lá e a outra arranjando desculpas para cada nome do novo ministério que não tem muita coerência com o que estava se esperando do governo da frente ampla.
Na Copa, já deu tudo errado para os brasileiros. Uma equipe sem personalidade, que viveu de momentos de iluminação individual e não foi capaz de se defender por quatro minutos, porque quase todos estavam querendo ser estrelas, e todos pensando que não dá para se destacar na defesa, não é mesmo? Então, pensaram: “vamos para a frente tentar aparecer no clipe dos melhores momento do jogo”.
Não deu. Tite não teve liderança estratégica, o que inclui definir quem vai bater os pênaltis, e o capitão não teve a mínima capacidade de organizar o time em campo. Afinal, como é que iam ouvi-lo? Talvez tenha sido, por isso, a equipe brasileira mais sem graça que já jogou uma Copa do Mundo desde que eu me conheço por gente, disputando esse fatídico título com a do Lazaroni em 1990. É, eu sei que ninguém se lembra daquilo.
E 1990 talvez só tenha sido pior porque a derrota foi nas oitavas, para a Argentina de Maradona e Caniggia. E dessa vez a derrota foi pelo menos para um time mais simpático, que foi substituir a seleção brasileira no papel de perder para os hermanos.
Mas, já que o futebol não tem mais muito o que dizer, a não ser escolher entre Argentina e França, também de péssima memória para os brasileiros nas últimas Copas, vamos voltar para a política.
A equipe de transição trabalhou muito nas últimas semanas. Fez relatórios, buscou dados, se esfolou para conseguir um crachá que, segundo Aloizio Mercadante, no evento de finalização dos trabalhos, deverá ser enquadrado como souvenir por quem conseguiu um. E foi só essa a promessa. Na hora de definir os nomes do governo, vai valer a realpolitik.
Haddad mostra segurança nas entrevistas, muito mais do que quando foi candidato a governador, porém o mercado ainda duvida de que ele vai se preocupar com as contas. Isso é bom por um lado, porque pode surpreender com poucas ações, mas é ruim por outro, porque já chega à cadeira com o pedido de substituição levado ao chefe.
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