Na próxima sexta-feira, Pia divulgará a lista das 18 convocadas para o primeiro grande desafio, os Jogos Olímpicos de Tóquio. Neste especial, o ge dissecou os

Redação Publicado em 15/06/2021, às 00h00 - Atualizado às 11h14
Foram 18 amistosos em quase dois anos de trabalho desde que a técnica sueca Pia Sunhage assumiu a seleção brasileira feminina, em julho de 2019, com a missão de recolocar o Brasil entre as principais forças da modalidade. Nesse período, 61 jogadoras foram convocadas para os jogos de preparação, sem contar inúmeras outras chamadas para períodos de treinos.
Na próxima sexta-feira, Pia divulgará a lista das 18 convocadas para o primeiro grande desafio, os Jogos Olímpicos de Tóquio. Neste especial, o ge dissecou os amistosos disputados sob o comando da treinadora sueca para traçar um raio-x da seleção feminina com Pia Sundhage: quem mais atuou, quem foi titular mais vezes, as líderes em minutos em campo e as artilheiras da equipe neste período.
Primeiro, a análise coletiva. A seleção de Pia Sundhage venceu 11 dos 18 amistosos disputados, com cinco empates e apenas duas derrotas, para a França, em março de 2020, e Estados Unidos, em fevereiro de 2021. Foram 49 gols marcados, e apenas oito sofridos(confira todos os jogos no fim). Um dos adversários do Brasil na reta final, porém, não estava em campo. Por causa da situação da pandemia de Covid-19 no país, a seleção feminina deixou de disputar pelo menos dois amistosos, na Data Fifa de abril, enquanto outras rivais que estarão em Tóquio puderam jogar e dar sequência na preparação.

Debinha comemora um gol pela seleção feminina – NELSON ALMEIDA / AFP
Na avaliação individual da seleção, a meia-atacante Debinha, camisa 10 do North Carolina Courage, dos Estados Unidos, é o grande nome da era Pia Sundhage. A jogadora de 29 anos foi a única a entrar em campo nas 18 partidas com a treinadora (15 vezes como titular), é líder em minutos em campo (1.206) e é também a artilheira do Brasil nessse período, com 12 gols, 25% do total marcado pelo Brasil.
Outra jogadora que participou da grande maioria das partidas e estava garantida em Tóquio era a volante Luana, com 13 jogos disputados, 11 como titular. Mas a jogadora do Paris Saint-Germain, pilar do meio-campo titular de Pia Sundhage, rompeu o ligamento do joelho esquerdo em março – a contusão que mais apavora o futebol feminino – e está fora das Olimpíadas.

A base da seleção feminina de Pia Sundhage – Arte: Infoesporte/ge.globo
A partir da análise dos números da era Pia, é possível identificar as jogadoras que formam a espinha dorsal da equipe: Bárbara no gol, Erika e Rafaelle na zaga, Tamires na lateral-esquerda, Formiga como primeira volante, e na frente Marta, Debinha, Ludmila e Bia Zaneratto. Luana estaria neste grupo, se não tivesse se machucado.
Faltariam, em tese, três vagas no “time titular ideal”: lateral-direita, volante e na direita do ataque. A posição que gerou mais preocupação para a treinadora foi a lateral direita, onde ela testou não apenas jogadoras do setor como também improvisou zagueiras, volantes e até meias ofensivas. Tudo por conta da grave lesão sofrida por Letícia Santos em março de 2020 – o temido ligamento do joelho.
A briga continua aberta. Letícia, lateral do Eintracht Frankfurt, se recuperou a tempo de ser chamada para os últimos amistosos. Foi titular na vitória sobre a Rússia, na úlltima sexta-feira, mas no empate desta segunda-feira com o Canadá deu lugar à zagueira Bruna Benites, que atuou improvisada. Poliana, que entrou no segundo tempo, corre por fora.
No meio, Andressinha, do Corinthians, ganhou pontos como possível substituta de Luana, tendo Júlia Bianchi, do Palmeiras, como principal concorrente. A definição do último nome no ataque dependerá da opção tática de Pia Sundhage. Ludmila, do Atlético de Madrid, tem a preferência no ataque, mas a treinadora pode optar por adiantar Debinha, e nesse caso Andressa Alves, da Roma, entraria no meio-campo.
A distribuição dos gols da seleção nesses 18 amistosos foi bastante desigual. Lá na frente, disparada, Debinha termina a fase de preparação como goleadora absoluta. Só depois vêm as outras: a atacante Bia Zaneratto, com cinco, a volante Formiga e a zagueira Rafaelle, ambas com três.
Debinha
Meia-atacante
Bia Zaneratto
Atacante
Formiga
Volante
3 gols – Andressa Alves (meia) e Rafaelle (zagueira)
2 gols – Bruna Benites (zagueira), Cristiane (atacante), Erika (zagueira), Julia Bianchi (meia), Ludmila (atacante) e Marta (meia-atacante)
1 gol – Adriana (atacante), Chú (meia-atacante), Duda (meia), Duda Santos (meia), Geyse (atacante), Luana (volante), Millene (atacante), Tamires (zagueira), Valéria (atacante) e Vic Albuquerque (atacante)
1 gol contra – Juncos, da Argentina
Debinha
Meia-atacante
Tamires
Lateral-esquerda
Bia Zaneratto
Atacante
13 jogos – Andressa Alves (meia), Andressinha (volante), Bárbara (goleira) eLuana (volante)
12 jogos – Formiga (volante), Ludmila (atacante) e Marta (meia)
10 jogos – Bruna Benites (zagueira) e Erika (zagueira)
9 jogos – Aline Milene (atacante)
8 jogos – Chú (meia-atacante), Cristiane (atacante) e Rafaelle (zagueira)

Marta, camisa 10 da seleção brasileira feminina – JOSE BRETON / AFP
Debinha
Meia-atacante
Tamires
lateral-esquerda
Bárbara
Goleira
12 jogos – Bia Zaneratto (atacante) e Formiga (volante)
11 jogos – Luana (volante) e Marta (meia)
10 jogos – Erika (zagueira) e Ludmila (atacante)
9 jogos – Bruna Benites (zagueira)
8 jogos – Andressa Alves (meia), Andressinha (volante) e Rafaelle (zagueira)

Debinha em ação pela seleção feminina – ALEX MENENDEZ / AFP
A rotação do elenco é uma das marcas dos amistosos da seleção feminina com Pia Sundhage: das 61 jogadoras chamadas neste período de amistosos, 53 entraram em campo pelo menos uma vez. Neste cenário de muitos testes, atuar os 90 minutos foi um privilégio raro. O recorde de partidas inteiras no período pertence à goleira Bárbara. Mas mesmo em uma posição poucas vezes mexida durante o jogo, o número é relativamente pequeno: apenas em dez dois 18 amistosos ela atuou do início ao fim. Tamires, Erika e Debinha vêm a seguir, todas com oito jogos disputados por completo.
Apenas três jogadoras ultrapassaram a marca de mil minutos em campo: Debinha (1.206), Tamires (1.110) e Bárbara (1.012). A atacante Bia Zanerato chegou perto, com 924 minutos, e Luana completa o grupo de cinco jogadoras com mais tempo em campo, com 886 minutos acumulados antes de se contundir.
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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