Assim como os Olímpicos, os Jogos Paralímpicos também terão o desafio de lidar com a organização de um grande evento em meio à pandemia da Covid-19 e o

Redação Publicado em 21/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 13h59
As Paralimpíadas de Tóquio estão batendo à porta. Faltando pouco mais de três dias para a cerimônia de abertura, no próximo dia 24 às 08h, a expectativa dos atletas e torcedores brasileiros em torno da participação nos jogos vai crescendo, e a perspectiva é excelente. Quem garante isso é Andrew Parsons, brasileiro que preside o Comitê Paralímpico Internacional (IPC).
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Em entrevista exclusiva à equipe da Globo, Parsons se mostrou muito empolgado com o potencial brasileiro na competição e confiante na projeção do próprio Comitê Paralímpico do Brasil (CPB), de estar no top 10 do quadro de medalhas.
– O Brasil chega muito forte. Os resultados nos últimos 4, 5 anos são incríveis principalmente no atletismo. O Brasil aproveitou muito bem o legado da Rio 2016, com o centro de treinamento em São Paulo, com o aumento da busca pelo esporte paralímpico por parte de pessoas com deficiência, que querem praticar, ser atletas – destacou Andrew.
“Acho que pode ser sim a maior participação brasileira da história e eu ficaria extremamente contente com isso”, completou.
Assim como os Olímpicos, os Jogos Paralímpicos também terão o desafio de lidar com a organização de um grande evento em meio à pandemia da Covid-19 e o crescente número de casos da virose na capital japonesa. Apesar dos riscos, o presidente do IPC disse confiar nos protocolos adotados em conjunto com o Comitê Olímpico Internacional.
– Com Olimpíada, obviamente a gente aprende o que pode ser melhorado ou não. A gente já tinha uma equipe aqui durante os Jogos Olímpicos trabalhando com o COI. Então a gente imagina que a gente vai conseguir repetir o que foi uma experiência bem sucedida olímpica. A gente teve poucos números de casos positivos e, no meu entendimento, não há uma correlação entre Olimpíada e o aumento de infectados no Japão. Houve um isolamento que funcionou – afirmou o presidente do IPC.
Outro desafio causado pela pandemia é o de aproximar o público dos esportes, em um cenário de arenas vazias, assim como nas Olimpíadas. Com as modalidades paralímpicas ganhando cada vez mais visibilidade e audiência, Parsons aposta nas redes sociais e nas mídias para suprir essa lacuna.
– O que a gente vai fazer é trabalhar na questão das televisões. A Paralimpíada nunca foi tão assistida quanto será em Tóquio. As mídias sociais vão servir para que o público japonês se sinta parte da Paralimpíada, mesmo sem estar nas instalações – explicou.

Agitos das Paralímpiadas de Tóquio — Foto: Alex Davidson/Getty Images
Muito além dos atletas paralímpicos, o foco do IPC é também ajudar na inclusão da pessoa com deficiência na sociedade, seja um esportista ou não. Parsons comparou a diferença do legado dos Jogos no Rio, em 2016, para o que deve ser em Tóquio.
– Numa cidade muito acessível, se comparada com a maioria das cidades do mundo, você vê poucas pessoas com deficiência na rua. Diferentemente do Rio, o legado aqui em Tóquio vai ser um legado de mudança de atitude e mentalidade. É uma mentalidade de superproteção ainda existe aqui no Japão – analisou o gestor.
As Paralimpíadas de Tóquio começam na próxima terça-feira (24), com a cerimônia de abertura às 08h, e vão até o dia 05 de setembro. Serão 22 modalidades sendo disputadas das arenas espalhadas pela capital japonesa.
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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