Ação movida nos Estados Unidos acusa a entidade de discriminação após anulação de gol pelo VAR e também cita restrições enfrentadas pela delegação iraniana durante o torneio

Lívia Gennari Publicado em 03/07/2026, às 17h02
A Fifa e seu presidente, Gianni Infantino, passaram a responder a uma ação judicial nos Estados Unidos que pede uma indenização de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,2 bilhões) pela eliminação da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026. O processo foi apresentado na Corte Federal de Boston pelo analista iraniano-americano Lotfollah Kaveh Afrasiabi, que afirma representar cerca de 91 milhões de iranianos e iraniano-americanos que acompanharam a campanha da equipe.
Na ação, Afrasiabi sustenta que a seleção foi prejudicada por uma decisão do árbitro de vídeo durante a partida contra o Egito. O autor contesta a anulação, por impedimento, do gol marcado por Shojae Khalilzadeh, lance que poderia garantir a vitória e a classificação iraniana para as oitavas de final. Segundo o processo, a decisão configuraria uma "discriminação flagrante" e teria provocado danos emocionais aos torcedores.
O documento também aponta que a delegação iraniana enfrentou obstáculos durante a competição, como limitações de permanência nos Estados Unidos, mudança da base de treinamentos para o México e a recusa de vistos para integrantes da equipe. Para o autor, cabia à Fifa assegurar igualdade de condições entre todas as seleções participantes, e essas circunstâncias teriam comprometido a preparação esportiva do Irã.
Apesar de encerrar a fase de grupos sem derrotas, com três empates, a seleção iraniana foi eliminada ainda na primeira fase do Mundial. Caso obtenha decisão favorável, Afrasiabi informou que pretende destinar parte da indenização a projetos esportivos voltados à juventude iraniana. Até o momento, a Fifa não comentou oficialmente o processo.
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