Após ser alvo de uma queixa-crime na França por declarações racistas, Celeste Amarilla voltou a comentar a polêmica e afirmou que avalia recorrer à Justiça

Redação Publicado em 07/07/2026, às 15h22 - Atualizado às 15h50
A senadora paraguaia Celeste Amarilla voltou a provocar o atacante francês Kylian Mbappé nesta terça-feira (7), durante entrevista concedida no Congresso do Paraguai. Embora tenha afirmado que as declarações anteriores foram feitas "a sangue quente", a parlamentar manteve o tom de confronto e afirmou que o jogador deveria ter mais cuidado ao se referir aos paraguaios.
Durante a entrevista, Amarilla citou o episódio envolvendo Ronaldinho Gaúcho, preso no Paraguai em 2020 por ingressar no país com documentos falsos. Ao usar o caso como exemplo, a senadora declarou que Mbappé deveria ter cautela ao comentar sobre o país e afirmou que poderá processá-lo por suposta violência política de gênero.
Não se meta com os paraguaios, Mbappé. Nós já mandamos o Ronaldinho para a cadeia", disse a parlamentar, reforçando o embate iniciado após a eliminação da seleção paraguaia para a França na Copa do Mundo.
Relembre o caso
A polêmica começou no último sábado (4), quando Amarilla publicou mensagens em uma rede social com ataques à aparência e à origem familiar de Mbappé. Entre as declarações, a senadora afirmou que o atacante seria um "camaronês colonizado fazendo um grande esforço para parecer francês" e ainda sugeriu que jogadores paraguaios deveriam ter agredido o camisa 10 francês durante a partida. As publicações também continham comparações de cunho racista, amplamente condenadas nas redes sociais.
Na última segunda-feira (6), Mbappé respondeu às ofensas em uma publicação direcionada à parlamentar. O capitão da seleção francesa classificou Celeste Amarilla como "indigna do cargo" e afirmou que ela não representa o povo paraguaio, elogiando, ao mesmo tempo, a campanha da equipe nacional na competição.
A repercussão também chegou às entidades esportivas. A Federação Francesa de Futebol anunciou que apresentou uma queixa-crime ao Ministério Público da França contra a senadora, classificando as declarações como criminosas e incompatíveis com os princípios de combate ao racismo e à discriminação. O caso segue repercutindo dentro e fora do ambiente esportivo.
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