Não é só no campo que o Flamengo tem motivos para comemorar. Em diversas frentes, o clube superou previsões em seu orçamento. É o que se pode observar na

Redação Publicado em 06/10/2021, às 00h00 - Atualizado às 12h17
Não é só no campo que o Flamengo tem motivos para comemorar. Em diversas frentes, o clube superou previsões em seu orçamento. É o que se pode observar na readequação da previsão de gastos e receitas aprovada por unanimidade na noite desta segunda-feira no Conselho de Administração do clube. Mas nem tudo é razão de comemoração.
Também houve exemplos de resultados bem inferiores à previsão inicial, caso do item “acordos e penhoras”, que custaram ao clube R$ 17 milhões a mais. Na apresentação, a diretoria explica que se tratam de “acordos e perdas de ações não previstos”.
Nas comissões pagas em transferências de atletas, houve aumento de R$ 29 milhões em relação ao ano passado (sendo R$ 10 milhões em intermediação e R$ 19 milhões em repasses a terceiros), totalizando R$ 67,3 milhões nesse item – o que é explicado no clube com o aumento de R$ 100 milhões em relação ao previsto na receita bruta com a venda de direitos sobre atletas.
No item “sócio-torcedor/bilheteria/estádio”, também houve grandes perdas em relação à previsão inicial. O clube esperava receita da ordem de R$ 173 milhões, mas realizou somente R$ 51,8 milhões. Uma das explicações para a diferença entre os números é a previsão do orçamento inicial, que estimava o retorno do público para abril.
É um ponto do orçamento que sofreu grande impacto com a pandemia e ainda pode melhorar até o fim do ano, já que os torcedores começam gradativamente a retornar aos estádios.
Mas não faltou fôlego para o fluxo de caixa. Dois empréstimos com o banco BRB, patrocinador máster do uniforme, que o clube deveria começar a pagar em julho, foram adiados para 2022 e 2023. Um alívio de R$ 65 milhões. Um dos objetivos desse adiamento é a necessidade de geração de caixa para a primeira quinzena de janeiro, quando o clube tem grande despesa e pouca receita.
O Flamengo apresentou uma geração operacional de caixa positiva em R$ 44,4 milhões e destacou aos conselheiros o número obtido apesar das perdas com a pandemia. O clube espera ter um saldo final no ano de R$ 64,4 milhões.

Maracanã – Flamengo x Grêmio — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
Outros dados da apresentação chamam atenção. Em números totais, o clube gastou mais do que recebeu em transferências de jogadores, apesar de as transações para reforços em agosto não terem envolvido aquisição de direitos. O clube recebeu R$ 212 milhões por venda de jogadores, gastou R$ 180 milhões na aquisição de direitos, e mais os R$ 67,3 milhões em comissões. Ou seja, o Flamengo gastou R$ 34 milhões a mais do que recebeu.
Vale ressaltar que os gastos incluem parcelas de aquisições feitas em outras temporadas, não somente o que foi investido em reforços neste ano, e que as vendas realizadas em 2021 terão parcelas a serem recebidas nos próximos anos.
Na apresentação, o clube cita “resultado em transações de atletas superior ao orçamento, sem prejuízo esportivo”. São dois itens apontados: aumento de R$ 100 milhões na receita bruta prevista com transação de jogadores e “gestão das negociações parceladas para compra e venda, utilizando-se de operação de adiantamento parcial de recebíveis para superar efeito pontual provocado pela pandemia”.
Alguns pontos positivos apontados na apresentação para os conselheiros foram a “possibilidade de superação de metas de performance” nos torneios de 2021. O Flamengo espera, de acordo com a readequação, terminar 2021 com R$ 137 milhões de superávit. Mas há espaço para crescer o montante em caso de títulos na Libertadores e na Copa do Brasil.
Por exemplo, a previsão era de que o clube chegasse às semifinais da Copa do Brasil e da Libertadores. Já atingiu a meta na competição nacional e avançou na continental. Só com a vaga na final da Libertadores, o Flamengo já garantiu US$ 6 milhões, que podem se tornar US$ 15 milhões no caso de título. No Brasileiro, o previsão foi de alcançar pelo menos a segunda colocação. Hoje, o clube é o terceiro na tabela.
Em “patrocínio/publicidade/royalties”, outra alta: a previsão de R$ 167,2 milhões foi superada, com total realizado de quase R$ 193 milhões. Entre direitos de transmissão e premiações, que constam no mesmo item da apresentação, o clube estima R$ 414,4 milhões, também superando a previsão inicial de R$ 387,7 milhões para o ano.
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Globo Esporte
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