A cantora é uma das principais referências do rock brasileiro

Nathalia Jesus Publicado em 09/05/2023, às 12h01
Rita Lee, um dos maiores ícones do rock brasileiro, morreu nesta segunda-feira (09), em São Paulo. Uma das maiores referências do disruptivo, a cantora deixou um legado contra o conservadorismo.
Com letras que desafiavam a ordem patriarcal da sociedade em que vivia, a artista se transformou em uma das maiores personalidades da música popular brasileira. Relembre algumas das músicas mais polêmicas da carreira da cantora:
A canção lançada ao lado da banda Tutti Frutti fala sobre a saída da artista do grupo Os Mutantes, onde Rita Lee consolidou seu nome no rock, e os sentimentos de ser uma mulher no cenário musical da época. "Agora é hora de você assumir e sumir", diz a cantora.
Feita para "escandalizar os bons costumes da MPB", a música foi quase uma sátira do hita 'Festa de Arromba' da Jovem Guarda. Na produção, a cantora não mede as farpas e cita nomes como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Roberto Carlos e Martinho da Vila. "Dez anos e Roberto não mudou de profissão", canta.
Lançada em plena ditadura militar, o nome da música em si já era uma alusão à droga ilegal, na época associada ao Carnaval. A música também foi bastante revolucionário no sentido de manifestar os desejos femininos. "E me deixa de quatro no ato, me enche de amor", pede.
Em mais uma de suas letras celebrando a força feminina, em Cor Rosa Choque, Rita Lee comenta sobre a experiência de ser mulher através de elementos que eram considerados um tabú na época, como a menstruação. A música foi tema de abertura do extinto 'TV Mulher', programa da Rede Globo de anorme sucesso nos anos 80. "Mulher é bicho esquisito, todo mês sangra".
Logo no refrão "Toda mulher é meio Leila Diniz", Rita Lee faz uma homenagem à atriz que foi símbolo da liberdade sexual feminina dos anos 1960, além de enaltecer todo o universo feminino.
Escrita e grava por Zélia Duncan, 'Pagu' é um brado em manifesto contra o machismo em versos como "Nem toda brasileira é bunda" e "Sou mais macho que muito homem". O nome da canção é uma referência à jornalista comunista Patrícia Galvão, ícone do modernismo brasileiro.
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