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Conheça a história chocante do influenciador investigado por maus-tratos à filha com paralisia cerebral

Igor Viana ganhou fama nas redes sociais, onde se apresentava como 'Pai da Soso'

Conheça a história chocante do influenciador investigado por maus-tratos à filha com paralisia cerebral - Imagem: Reprodução/Instagram
Conheça a história chocante do influenciador investigado por maus-tratos à filha com paralisia cerebral - Imagem: Reprodução/Instagram

Manoela Cardozo Publicado em 26/06/2024, às 08h19


Os influenciadores Igor Viana e Ana Santi estão sob investigação por crimes contra a própria filha, uma criança de apenas 2 anos que tem paralisia cerebral.

Conhecido nas redes sociais como "Pai da Soso", Igor ganhou fama mostrando a rotina da menina durante seu tratamento e arrecadando dinheiro supostamente para os cuidados dela. Contudo, surgiram fortes suspeitas de que os pais usavam essas doações em benefício próprio.

O Conselho Tutelar de Anápolis, em Goiás, resgatou a criança na última segunda-feira (24), e ela agora vive temporariamente com os avós paternos. As investigações começaram após denúncias de que a menina não estava sendo bem cuidada e não possuía condições adequadas de higiene.

Além disso, um vídeo em que Igor ridiculariza a doença da filha, chamando-a de "criança inútil" e pedindo que ela vá ao mercado, também gerou grande indignação.

Igor Viana é investigado por maus-tratos, estelionato, desvio de proventos de pessoa com deficiência e por causar constrangimento à criança. Ana Santi também será investigada por omissão e desvio de dinheiro.

Grazielle Ramos, funcionária do Conselho Tutelar de Anápolis, revelou que Igor foi inicialmente denunciado por ofender Ana em um vídeo, mas descobriu-se que os dois agiam juntos. Os pais da menina estão proibidos de se aproximar dela até que o caso seja analisado por um juiz.

Em uma entrevista ao G1, Igor fez comentários extremamente pejorativos sobre a própria filha, chamando-a de "chata" e não negou as acusações de usar o dinheiro das doações para seu próprio benefício.

"Eu não imaginava que uma criança que tem 10% do cérebro funcionando fosse tão chata e pudesse me dar tanto problema. A vontade, às vezes, é de largar na porta do orfanato e deixar alguém se virar, alguém tomar conta. Minha filha não tem PIX, então se eles foram trouxas, a culpa não é minha. Eu não sou obrigado a usar o dinheiro que eles mandam especificamente com a minha filha. Eu também tenho necessidade de serem supridas. Também sou um ser humano", concluiu.

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