Visibilidade a olho nu ainda é incerta

Gabriela Thier Publicado em 03/10/2024, às 16h01
No mês de outubro, os entusiastas da astronomia terão a oportunidade de observar um dos cometas mais significativos a cruzar as proximidades da Terra neste século. Conhecido como "Cometa do Século", o cometa C/2023 A3, também identificado pelo nome Tsuchinshan-ATLAS, realizará sua aproximação máxima do nosso planeta no domingo, dia 13.
Durante agosto e até o final de setembro, a observação do cometa foi prejudicada pela luminosidade solar intensa devido à sua baixa elongação. No entanto, na semana de 22 de setembro, ele pôde ser avistado ao amanhecer. Entre os dias 7 e 11 de outubro, o cometa novamente se aproximará bastante do Sol, mas após esse período, será possível observá-lo logo após o crepúsculo.
A visibilidade a olho nu ainda é incerta, dada a imprevisibilidade do brilho desses corpos celestes. É provável que binóculos ou telescópios sejam necessários para uma visualização clara. Para observar o "Cometa do Século" em melhores condições, é aconselhável escolher locais distantes da poluição luminosa e olhar em direção ao horizonte leste por volta das 4h30 da manhã.
Na segunda metade de outubro, o cometa poderá ser visto ao anoitecer no horizonte oeste, enquanto atravessa constelações como Sextante e Serpente. Em todo o território brasileiro será possível acompanhar a passagem deste corpo celeste singular.
O apelido "Cometa do Século" foi atribuído ao C/2023 A3 devido à sua comparação em brilho com o famoso cometa Hale-Bopp, um dos mais brilhantes do século XX. A letra "C" em sua designação indica que ele é um cometa não periódico, proveniente da Nuvem de Oort e que pode ser uma presença única em nosso Sistema Solar ou retornar após milênios.
Descoberto na primeira quinzena de janeiro de 2023, como indicado por "2023 A3", sua denominação inclui ainda uma homenagem às instituições Tsuchinshan e ATLAS que participaram na sua descoberta. Os cometas são vestígios da formação do sistema solar compostos por poeira, rochas e gelo variado. Ao se aproximarem do Sol, esses corpos aquecem e liberam gases e poeira, formando suas características caudas luminosas.
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