O Senado aprovou hoje (10) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 235/2019, que cria o Sistema Nacional de Educação (SNE). A ideia da proposta é universalizar o

Redação Publicado em 10/03/2022, às 00h00 - Atualizado às 07h03
O Senado aprovou hoje (10) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 235/2019, que cria o Sistema Nacional de Educação (SNE). A ideia da proposta é universalizar o acesso à educação básica harmonizando políticas, programas e ações da União, do Distrito Federal, de estados e de municípios. A meta do SNE é, entre outras, erradicar o analfabetismo; cumprir os planos de educação em todos os níveis da Federação e valorizar os profissionais da educação. Agora, o projeto segue para a Câmara.

O relator do projeto no Senado, Dario Berger (MDB-SC), comparou a função do SNE com a exercida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na gestão de saúde pública do país. “Se o SNE em si mesmo não é a panaceia universal, capaz de resolver o tremendo desafio da qualidade da educação no país, por outro lado se torna cada vez mais evidente o potencial de contribuição que apresenta, assim como outros sistemas em vigência no país, como o Sistema Único de Saúde e o Sistema Único de Assistência Social [SUAS]”, afirmou em seu relatório.
O texto apresenta uma série de princípios e diretrizes do SNE. Dentre outros, a igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola; a equidade na alocação de recursos e na definição de políticas; e a articulação entre a escola, o trabalho e as práticas sociais.
Além disso, o SNE terá como diretrizes a garantia de políticas inclusivas para os alunos com deficiência, transtornos globais e altas habilidades e o atendimento às necessidades específicas das populações do campo e das comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.
Berger disse que foram dois anos de debate até chegar ao texto final. Ele afirmou que o SNE é uma forma de honrar a luta de tantos educadores brasileiros por uma educação de qualidade mais acessível para toda a população. Como exemplo, ele citou o professor Anísio Teixeira (1900-1971), que defendia a escola pública como promotora da democracia.
Segundo o relator, o texto aprovado fortalece e valoriza “o papel dos profissionais da educação e a integração da educação escolar pública com a sociedade, por meio da gestão democrática”. Nesse sentido, o projeto cria o Fórum de Valorização dos Profissionais de Educação, com representantes dos governos e da sociedade civil organizada. Um dos focos desses fóruns será a atualização progressiva do piso salarial nacional da educação básica.
* Com informações da Agência Senado
Leia também

SP terá rodízio de veículos suspenso por dois dias devido ao feriado da Revolução Constitucionalista

Avião da Seleção volta ao Brasil com apenas Danilo e vira símbolo da crise após queda na Copa

Técnico do Egito aciona protocolo antirracismo da FIFA e leva cartão amarelo após gesto

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

Justiça libera indenização milionária e Trump terá de pagar US$ 5,8 milhões à escritora E. Jean Carroll

Nikolas desafia adversários a provar ligação com vídeo de Michelle e promete renunciar se acusação for confirmada

FBI investiga Federação Argentina por suspeita de fraude e lavagem de dinheiro durante o Mundial

Hapvida é finalista do Compliance Summit & Awards 2026

Governo brasileiro intensifica negociações para evitar novas tarifas dos Estados Unidos