Decisão foi motivada por queixas de professores sobre desempenho acadêmico

Gabriela Nogueira Publicado em 30/01/2026, às 17h47
O uso de celulares em sala de aula também passará a ser restringido no ensino superior. A partir da próxima semana, Insper e ESPM vão proibir o uso de smartphones durante as aulas de graduação, ampliando para as universidades um movimento que já havia sido adotado nas escolas de educação básica com a lei federal de 2025.
A decisão foi tomada após queixas recorrentes de professores, que relataram dificuldades para manter a atenção dos alunos durante as aulas. Em alguns casos, docentes afirmaram que conseguiam dialogar efetivamente com apenas uma pequena parcela da turma, enquanto o restante permanecia distraído com as telas. Pesquisas internas e estudos acadêmicos que associam o uso excessivo do celular a notas mais baixas também pesaram na avaliação das instituições.
No Insper, a regra prevê que os estudantes mantenham os celulares fora de uso durante as aulas. Não haverá apreensão dos aparelhos, mas o aluno que descumprir a norma poderá ser convidado a se retirar da sala. A instituição esclarece que o uso de notebooks segue liberado, assim como o emprego de dispositivos em atividades pedagógicas previamente autorizadas pelo professor.
Na ESPM, a política adotada é mais rígida. Celulares, laptops e tablets deverão permanecer guardados nas mochilas e no modo silencioso durante todo o período de aula. A escola também passou a incentivar explicitamente o uso de cadernos de papel, defendendo que a escrita à mão contribui para a organização do pensamento, o fortalecimento da memória e o desenvolvimento de análises mais profundas.
As mudanças fazem parte de uma revisão das práticas pedagógicas e refletem um debate crescente sobre os efeitos da hiperconectividade no aprendizado. As duas instituições afirmam que a medida será monitorada e poderá ser ajustada conforme os resultados observados ao longo do semestre.
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