Mendonça Filho (União-PE) enfatizou na educação técnica é destacada; projeto segue para sanção do presidente Lula

por Marina Milani
Publicado em 10/07/2024, às 15h18
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9) o texto final do projeto do novo ensino médio, que agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista à Jovem Pan, o deputado federal Mendonça Filho (União-PE) destacou a ênfase na educação técnica, que visa melhorar a empregabilidade e a renda dos jovens, além de preservar a política de educação em tempo integral, criada em 2017.
O novo projeto aumenta as horas de aula das disciplinas tradicionais de 1.800 para 2.400 para o ensino médio regular e mantém 600 horas para flexibilidade curricular, permitindo que os estudantes escolham seus itinerários formativos. Mendonça Filho afirmou que, apesar das dificuldades enfrentadas desde a última reforma, os estados estão mais preparados para implementar as mudanças.
“Nesse processo discutimos de forma aberta com academia, educadores, entidades do terceiro setor. O debate foi amplo, o consenso foi difícil de ser alcançado, mas encontramos um denominador comum, com objetivo maior que é a educação”, afirmou o relator.
O deputado também comentou sobre as alterações feitas pelo Senado, que foram revertidas na Câmara. Ele discordou da elevação compulsória da formação geral básica para 2.400 horas, argumentando que isso inviabilizaria a educação técnica devido à carga horária que pode demandar de 900 a 1.200 horas. Além disso, criticou a obrigatoriedade do ensino de espanhol, defendendo a prioridade do inglês como língua estrangeira.
Mendonça Filho enfatizou que a reforma é um passo importante para modernizar o ensino médio no Brasil, tornando-o mais alinhado às necessidades do mercado de trabalho e às expectativas dos jovens.
“A reforma é essencial para oferecer uma educação que não só prepara para o vestibular, mas também para a vida profissional, permitindo que os estudantes tenham uma formação mais completa e adequada às demandas atuais”, concluiu o deputado.
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