Evolução na qualidade das moradias é destaque

Gabriela Thier Publicado em 12/12/2024, às 16h37
Dados preliminares do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, dia 12, indicam que a população brasileira está vivendo em residênciascom maior número de cômodos e menos pessoas compartilhando o mesmo espaço.
A pesquisa revelou que, em 2022, 44,4% dos brasileiros habitavam domicílios compostos por seis a nove cômodos. Em contrapartida, uma pequena fração da população, apenas 0,2%, residia em espaços de um cômodo, enquanto 1,5% ocupava residências com dois cômodos.
Além disso, outros dados mostram que 5,3% das pessoas viviam em domicílios de três cômodos, 13,5% em quatro e 29,2% em cinco cômodos. Os restantes 5,9% da população estavam alojados em residências que possuíam dez cômodos ou mais.
Para os critérios do IBGE, um cômodo é definido como qualquer espaço dentro da residência que possua teto e seja delimitado por paredes. Isso inclui não apenas os quartos, mas também a cozinha e o banheiro. No entanto, áreas como corredores, varandas ou cozinhas integradas à sala não são consideradas cômodos. É importante ressaltar que as habitações indígenas sem paredes são classificadas como tendo apenas um cômodo.
A pesquisa abrange apenas domicílios particulares permanentes ocupados, excluindo moradias improvisadas ou coletivas e aqueles utilizados ocasionalmente ou que estão vagos.
Os dados históricos revelam uma tendência de diminuição no número de domicílios com até três cômodos ao longo das últimas décadas. Em 1970, esses espaços representavam 29,1% do total; já em 2010 esse número caiu para 12%, e em 2022 alcançou a marca de apenas 9%. Em contraste, as residências com cinco cômodos apresentaram um crescimento contínuo: passaram de 19,4% em 1970 para 29,5% em 2022.
As moradias com seis cômodos ou mais também mostraram um aumento entre 1970 e 2000, subindo de 29,5% para 45,7%. Nas duas décadas seguintes, essa categoria estabilizou-se em torno de 46,6% dos domicílios brasileiros em 2022. O IBGE sugere que essa estabilização na proporção de domicílios maiores pode estar relacionada à diminuição do número médio de moradores por residência ao longo do tempo.
Segundo Bruno Mandelli, analista responsável pela divulgação do Censo, "as informações sobre a estrutura física das habitações apontam para uma evolução positiva no que se refere à qualidade dos materiais utilizados e à disposição do espaço disponível nas residências".
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