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QUEDA

Número de pessoas vivendo de aluguel cresce no Brasil, aponta IBGE

Pesquisa revelou que a proporção de pessoas morando em casas próprias diminuiu de 75,2% para 72,7%, enquanto a procura por imóveis alugados cresceu 27,4%

Número de pessoas vivendo de aluguel cresce no Brasil - Imagem: Reprodução / Freepik
Número de pessoas vivendo de aluguel cresce no Brasil - Imagem: Reprodução / Freepik

William Oliveira Publicado em 12/12/2024, às 11h14


O número de brasileiros que vivem em casa própria teve uma queda na última década, enquanto o índice de pessoas que moram de aluguel aumentou entre 2010 e 2022. Dados do Censo Demográfico 2022: Características dos Domicílios, divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (12), mostram que 72,7% da população brasileira, cerca de 146,9 milhões de pessoas, residem em imóveis próprios, já pagos, herdados ou ainda em financiamento. Esse número representa uma queda de 3,3% em relação a 2010, quando 75,2% viviam em casas próprias.

Por outro lado, o número de brasileiros que moram de aluguel aumentou em 27,4% entre 2010 e 2022. Hoje, 20,9% da população (42,2 milhões) vive em residências alugadas, índice superior ao de 1980. Em 2010, essa proporção era de 16,4%.

De um total de 72,5 milhões de domicílios particulares permanentes ocupados, 51,6 milhões são propriedades próprias de um dos moradores, o que corresponde a 71,3% do total. Desse número, 63,6% das pessoas moram em imóveis já pagos, herdados ou ganhados, e 9,1% ainda estão pagando a casa. Já 16,1 milhões de domicílios são alugados, representando 22,2% do total de residências permanentes. Além disso, 5,6% da população vive em casas cedidas ou emprestadas, seja por familiares (3,8%), empregador (1,2%) ou outras condições (0,5%).

Disparidades regionais

Em todas as regiões do Brasil, a maioria da população vive em imóveis próprios, sem pendências de financiamento. O Norte apresenta a maior proporção de moradores em casas próprias (72,1%), além de ter a menor quantidade de pessoas em domicílios alugados (14,9%). Em contraste, o Centro-Oeste é a região com a menor taxa de residências próprias (51,7%) e a maior porcentagem de moradores de aluguel (26,7%) e casas cedidas (7,4%).

Veja a situação por região:

Norte:

  • Casas próprias: 3,9 milhões
  • Aluguel: 905,5 mil
  • Casas cedidas: 355,6 mil
  • Outras condições: 54,7 mil

Nordeste:

  • Casas próprias: 14,2 milhões
  • Aluguel: 3,4 milhões
  • Casas cedidas: 1 milhão
  • Outras condições: 119,4 mil

Sudeste:

  • Casas próprias: 21,6 milhões
  • Aluguel: 7,7 milhões
  • Casas cedidas: 1,7 milhão
  • Outras condições: 298,1 mil

Sul:

  • Casas próprias: 8,1 milhões
  • Aluguel: 2,4 milhões
  • Casas cedidas: 594,5 mil
  • Outras condições: 75,5 mil

Centro-Oeste:

  • Casas próprias: 3,7 milhões
  • Aluguel: 1,6 milhão
  • Casas cedidas: 431 mil
  • Outras condições: 55,9 mil

Dados por Estado

A maior parte da população de 26 das 27 unidades federativas do Brasil vive em casa própria. A única exceção é Goiás, onde 49,8% moram em residências próprias. O Maranhão tem a maior proporção de imóveis próprios, com 78,9%.

O Distrito Federal lidera com a maior taxa de aluguel (30,1%), enquanto o Piauí tem o menor índice (9,8%). Em relação a residências cedidas ou emprestadas, Mato Grosso do Sul apresenta o maior número (8,8%) e Santa Catarina o menor (3,8%).

Em 5.553 dos 5.570 municípios brasileiros, a maioria da população reside em domicílios próprios, com ou sem financiamento. A condição de "já pago, herdado ou ganho" é predominante em 5.240 municípios.