Levantamento internacional mostra recuo da maioria das instituições brasileiras. A USP segue como a melhor universidade do país, mas também perdeu posições, enquanto a China amplia sua liderança em crescimento acadêmico.

Redação Publicado em 01/06/2026, às 12h23
Um levantamento do Centro para Rankings Universitários Mundiais revelou que 87% das 52 universidades brasileiras avaliadas caíram de posição no ranking global de 2026, destacando uma preocupante perda de competitividade na pesquisa científica.
A Universidade de São Paulo (USP) lidera o país, mas caiu para a 119ª posição, seguida pela UFRJ e Unicamp, que também registraram quedas significativas, refletindo um desempenho fraco em indicadores de qualidade acadêmica e produção científica.
Especialistas alertam para a necessidade urgente de aumentar investimentos em ciência e tecnologia no Brasil, enquanto a China avança rapidamente, com 98% de suas universidades melhorando posições, evidenciando a crescente competição internacional no setor educacional.
Um novo levantamento divulgado pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) acendeu o alerta para o ensino superior brasileiro. Das 52 universidades nacionais presentes na edição 2026 do ranking global, 45 registraram queda de posição, representando cerca de 87% das instituições avaliadas.
O estudo aponta que o principal fator para o desempenho negativo foi a perda de competitividade na área de pesquisa científica, especialmente diante do avanço de universidades de países que vêm ampliando investimentos em ciência, tecnologia e inovação.
A líder nacional continua sendo a Universidade de São Paulo (USP), mas a instituição caiu para a 119ª posição mundial, mantendo uma trajetória de perda de espaço pelo segundo ano consecutivo. Segundo o levantamento, houve recuo em indicadores ligados à qualidade acadêmica, corpo docente e produção científica.
Logo atrás aparecem a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), agora na 346ª colocação mundial após perder 15 posições, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que caiu dez lugares e ocupa a 379ª posição.
O cenário preocupa especialistas porque o indicador de pesquisa, responsável por 40% da nota final do ranking, foi justamente o que apresentou pior desempenho para as universidades brasileiras. Ao todo, 44 instituições nacionais tiveram queda nesse critério.
China avança e amplia distância
Enquanto o Brasil e parte da Europa enfrentam dificuldades, a China segue em ritmo acelerado de crescimento acadêmico. Segundo o CWUR, cerca de 98% das universidades chinesas melhoraram suas posições no ranking.
O país agora possui 360 instituições entre as avaliadas globalmente, ultrapassando os Estados Unidos, que aparecem com 313 universidades. O destaque chinês é a Universidade Tsinghua, que alcançou a 36ª colocação mundial.
Mesmo os Estados Unidos, que continuam dominando o topo da lista com Harvard, MIT e Stanford, registraram um movimento de queda em diversas instituições diante da crescente concorrência internacional.
O que explica o recuo brasileiro?
Especialistas apontam que a disputa global por produção científica está cada vez mais intensa. Universidades que recebem maiores investimentos em pesquisa, inovação e internacionalização tendem a avançar mais rapidamente nos rankings.
O CWUR utiliza quatro critérios principais para elaborar sua classificação:
Educação (25%)
Empregabilidade dos ex-alunos (25%)
Qualidade do corpo docente (10%)
Pesquisa científica (40%)
Nesta edição, foram analisadas mais de 21 mil instituições de ensino superior em todo o mundo, utilizando cerca de 81 milhões de dados acadêmicos.
Para analistas do setor, o resultado reforça a necessidade de ampliar investimentos em ciência, tecnologia e formação de pesquisadores para evitar que o Brasil continue perdendo espaço no cenário internacional.
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