A página do Banco Central na internet ficou fora do ar na manhã desta terça-feira (25), um dia após a instituição disponibilizar um novo sistema para

Redação Publicado em 25/01/2022, às 00h00 - Atualizado às 16h19
A página do Banco Central na internet ficou fora do ar na manhã desta terça-feira (25), um dia após a instituição disponibilizar um novo sistema para consultas de valores devidos por bancos a pessoas e empresas.
De acordo com o Banco Central, o sistema “recebeu demanda acima da esperada” o que causou “instabilidade” no site.
“O Sistema Valores a Receber (SVR) recebeu demanda acima da esperada e estamos ajustando a capacidade de atendimento”, informou a instituição.
Esse novo sistema permite que pessoas e empresas consultem se têm valores a receber de instituições financeiras das quais já tenham sido clientes. Esses valores são, por exemplo, depósitos que não foram retirados por esses clientes após encerramento de contas.

Banco Central cria sistema para clientes consultarem valores a receber de bancos
Caso tenha valores a resgatar, o cliente poderá receber o dinheiro de duas formas:
O serviço pode ser acessado a partir da aba “Valores a Receber” no sistema Registrato, por meio do site do Banco Central.
Para acessar o site, o cliente fazer um cadastro, pela internet, junto ao Banco Central.
Caso o cliente solicite o resgate e o banco não envie o dinheiro, o BC orienta que seja feita reclamação nos canais de atendimento da própria instituição financeira, a exemplo do SAC. Na sequência, os clientes devem recorrer às ouvidorias dos bancos.
Se ainda assim o problema não for resolvido, os cidadãos podem registrar uma reclamação no Banco Central.
Segundo o Banco Central, nesta primeira fase do serviço são cerca de R$ 3,9 bilhões de valores a serem devolvidos para 24 milhões de pessoas físicas e jurídicas. Os valores decorrem de:
Ao todo, o Banco Central estima que os clientes tenham a receber cerca de R$ 8 bilhões. O restante dos valores será disponibilizado no decorrer deste ano de 2022, fruto de:
tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, previstas ou não em Termo de Compromisso com o BC;
Na época em que anunciou a criação da funcionalidade, o Banco Central disse que objetivo do sistema é dar publicidade a valores que clientes de instituições financeiras têm direito e, muitas vezes, nem sabem.
“Além disso, a perspectiva de recebimento de valores baixos pode não motivar as pessoas a procurarem as instituições financeiras com as quais mantém ou mantiveram relacionamento atrás de informações”, afirmou o BC em nota na época.
A autoridade monetária informa que as informações disponibilizadas no novo serviço são de responsabilidade das próprias instituições.
“Em algumas situações, os saldos a receber podem ser de pequeno valor, mas pertencem aos cidadãos que agora possuem uma forma simples e ágil para receber esses valores”, diz o Banco Central em nota divulgada nesta segunda.
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G1
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