O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o Senado cometeu "equívoco" ao rejeitar a medida provisória (MP) que previa medidas para incentivar a

Redação Publicado em 02/09/2021, às 00h00 - Atualizado às 14h53
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o Senado cometeu “equívoco” ao rejeitar a medida provisória (MP) que previa medidas para incentivar a contratação de jovens.
A MP criava três programas voltados ao primeiro emprego e à qualificação profissional. Esses programas foram inseridos pela Câmara em uma medida provisória enviada pelo governo e que tratava da nova rodada do programa de redução de jornada e salário durante a pandemia.
“Não era um programa de emprego, ninguém está fragilizando a CLT. Estamos possibilitando que jovens, ao invés de ficarem desempregados, que eles possam frequentar as empresas na qualidade de qualificação para, no futuro, chegarem ao mercado formal. Foi um equívoco, mas isso acontece”, afirmou.
O ministro avaliou que problema do desemprego é “muito grave” e disse estar trabalhando com o Supremo Tribunal Federal para tentar diminuir outra dificuldade: o alto valor de pagamento de precatórios (sentenças judiciais) em 2022, estimado em R$ 89 bilhões. O objetivo é abrir espaço no orçamento para aumentar o Bolsa Família.
“Estamos vendo com o Supremo, todo mundo envolvido em reformas, e aí o Senado deu um passo para trás [ao rejeitar a MP]. Vamos ver o porquê disso, quais os pontos contrários, e possivelmente vamos ter de atacar o problema do desemprego de outra forma. Esperamos colaboração”, acrescentou.
Na mesma linha de Guedes, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse ter ficado “muito triste” com a rejeição da MP pelo Senado.
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G1
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