O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), sinalizou nesta quinta-feira (4) que vê como “inevitável” o aumento da tarifa de ônibus na capital paulista a

Redação Publicado em 05/11/2021, às 00h00 - Atualizado às 07h38
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), sinalizou nesta quinta-feira (4) que vê como “inevitável” o aumento da tarifa de ônibus na capital paulista a partir do ano que vem.
Nunes afirmou que a alta do preço do diesel deve pressionar o aumento da tarifa em 2022, caso os valores não voltem ao patamar de antes da pandemia.
“Se o preço do óleo diesel voltar ao patamar que estava no início do ano, a gente não vai ter aumento. Agora, a tendência é que o diesel feche o ano aumento 60%. É praticamente impossível você não ter isso refletido na tarifa”, declarou o prefeito em entrevista à Rádio Eldorado.
O prefeito reclamou do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a quem culpou pelo aumento dos combustíveis dizendo que “o governo federal não conseguiu conter” as elevações do valor do diesel.
“Era muito importante não ter aumento de tarifa, mas quando você tem o aumento do diesel que o governo federal não conseguiu conter… A gente ouviu muito discurso anteriormente, mas, na prática, isso não tá acontecendo, é natural que você acabe levando isso para o preço da tarifa. Ou aumentar o subsídio”, declarou.
O valor da tarifa atualmente na cidade é de R$ 4,40 e está congelado há dois anos.

Apesar da queda do número de passageiros no sistema de transporte coletivo da cidade por causa da pandemia, Nunes afirmou que o subsídio pago pela prefeitura às empresas de ônibus da cidade deve ser de até R$ 3,3 bilhões.
Reportagem publicada pelo g1 em agosto mostrou que, no primeiro semestre deste ano, a cidade já tinha pago R$ 461 milhões a mais com subsídios, chegando a R$ 1,8 bilhão.
No mesmo período de 2020, a gestão municipal tinha destinado R$ 1,4 bilhão para o sistema municipal de ônibus.

Estudos da SPTrans mostram também que o valor do subsídio em 2021 poderia bater o recorde de 4,2 bilhões por causa da queda da demanda.
Mesmo assim, o prefeito de São Paulo afirmou que a SPtrans está fazendo “uma série de adequações no sistema” para “tentar segurar o subsídio”.
“Ano passado, o subsídio foi de R$ 3,3 bilhões e neste ano não passará de R$ 3,3 bilhões. Não vai passar porque nós fomos fazendo adequações. Fomos fazendo uma séria de ajustes com o sistema. Por exemplo, nós lançamos agora o edital para fazer a concessão dos terminais. A gente vai ter uma economia de aproximadamente R$ 200 milhões”, declarou Nunes.
“Nós vamos fazer agora uma readequação no sistema de bilhetagem. Hoje a gente perde cerca de R$ 200 milhões por ano por causa de fraude na bilhetagem. Tem algumas questões que a gente tá tentando corrigir para tentar segurar o subsídio”, completou.
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