Senador retira assinatura de proposta alternativa do PL e afirma que sua decisão foi motivada pela repercussão negativa do texto entre trabalhadores

Redação Publicado em 05/06/2026, às 17h02
O senador Romário (PL-RJ) anunciou na última quarta-feira (3), que passará a apoiar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A decisão representa uma mudança de posicionamento dentro do próprio Partido Liberal (PL), que tem defendido uma proposta alternativa voltada à flexibilização da jornada de trabalho.
Anteriormente, Romário havia assinado a PEC apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que propõe diferentes modelos de jornada, permitindo ao trabalhador optar entre o regime tradicional previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um sistema baseado na quantidade de horas trabalhadas. No entanto, o parlamentar decidiu retirar seu apoio formal ao texto.
Em ofício encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), Romário justificou a retirada da assinatura afirmando que surgiram dúvidas e diferentes interpretações sobre a proposta. Segundo ele, a medida busca manter a coerência de sua atuação e preservar o debate sobre alternativas que contribuam para melhorar as condições de vida dos trabalhadores brasileiros.
A mudança de postura também foi comunicada nas redes sociais. Em publicação, o senador afirmou que apoiará a PEC que prevê o fim da escala 6x1 e explicou que solicitou a exclusão de seu nome da proposta alternativa após avaliar a repercussão do texto junto à população.
Depois de analisar melhor a proposta, entendi que muita gente viu o texto como algo prejudicial ao trabalhador brasileiro. E, se o povo entende assim, não faz sentido eu continuar nela”, escreveu.
A decisão ocorreu em meio a cobranças feitas por defensores do fim da escala 6x1, entre eles o vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo, que questionou publicamente o posicionamento do senador. Romário reafirmou que seu compromisso é com os trabalhadores e destacou que havia apoiado inicialmente a chamada “PEC do horário flexível” para permitir que a matéria fosse debatida no Senado.
Ao anunciar a mudança de posição, o parlamentar reforçou que continuará defendendo pautas voltadas à proteção dos direitos trabalhistas. “Digo e repito: meu lado sempre foi e sempre será o do trabalhador brasileiro”, declarou.
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