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Tecnologia e Mercado

Uber anuncia demissões e acelera reestruturação em meio à corrida por IA

Empresa promove cortes em áreas corporativas e de recursos humanos enquanto reorganiza sua estrutura global. Companhia afirma que medida busca aumentar eficiência operacional em um cenário de transformação tecnológica e mudanças no mercado.

Uber promove cortes em áreas corporativas durante processo global de reestruturação e reorganização de equipes - Imagem: Reprodução
Uber promove cortes em áreas corporativas durante processo global de reestruturação e reorganização de equipes - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 04/06/2026, às 14h59


A Uber anunciou uma nova rodada de demissões, afetando principalmente as áreas de recursos humanos e funções administrativas, como parte de uma reorganização interna que visa aumentar a eficiência operacional. Os cortes representam cerca de 23% da divisão 'People and Places', mas menos de 1% da força de trabalho global da empresa.

A reestruturação foi impulsionada pela nova presidente Jill Hazelbaker, que identificou a complexidade excessiva da estrutura organizacional como um obstáculo para a tomada de decisões. Embora analistas associem os cortes ao avanço da inteligência artificial, a Uber afirma que as demissões são parte de um processo de simplificação e adequação de custos.

A empresa não divulgou detalhes sobre o número de demissões por país ou se haverá impactos nas operações brasileiras, e não esclareceu se novas rodadas de cortes estão previstas. Essa movimentação se alinha a uma tendência maior entre gigantes da tecnologia que estão revisando suas estruturas em resposta a um cenário econômico desafiador e à evolução das ferramentas de IA.

A Uber anunciou uma nova rodada de demissões em sua estrutura global, reforçando um movimento de reorganização interna que vem sendo observado em grandes empresas de tecnologia ao redor do mundo. Os desligamentos foram confirmados nesta quarta-feira e atingem principalmente profissionais das áreas de recursos humanos, recrutamento e funções administrativas ligadas à gestão corporativa.

Segundo informações divulgadas pela Bloomberg e confirmadas por veículos internacionais, a companhia eliminará cerca de 23% das posições da divisão denominada "People and Places", responsável por recrutamento, recursos humanos, cultura organizacional e gestão de ambientes de trabalho. Apesar do percentual elevado dentro da área afetada, os cortes representam menos de 1% da força de trabalho global da empresa, atualmente composta por aproximadamente 34 mil funcionários corporativos.

A medida ocorre poucas semanas após uma ampla reorganização na liderança da companhia. Em maio, a executiva Jill Hazelbaker assumiu o novo cargo de presidente e diretora de assuntos corporativos, ampliando sua responsabilidade sobre áreas estratégicas como recursos humanos, segurança, comunicação e políticas públicas.

Em comunicado interno enviado aos funcionários, Hazelbaker afirmou que parte da estrutura da empresa havia se tornado excessivamente complexa, fragmentada e com responsabilidades sobrepostas, dificultando a tomada de decisões e a eficiência operacional. Segundo ela, a reestruturação busca criar uma organização mais integrada e alinhada aos objetivos estratégicos da companhia.

O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, também justificou a medida como necessária para aumentar a efetividade das equipes e preparar a empresa para os próximos desafios de crescimento.

Embora diversos analistas associem o movimento ao avanço da inteligência artificial dentro das grandes empresas de tecnologia, a Uber afirma que os desligamentos não estão diretamente ligados à substituição de funcionários por sistemas de IA. A companhia declarou que os cortes fazem parte de um processo de simplificação organizacional e adequação de custos.

Ainda assim, a discussão ocorre em um momento em que o setor tecnológico vive uma forte transformação impulsionada pela inteligência artificial. Dados recentes mostram que empresas de tecnologia vêm reduzindo contratações, reestruturando departamentos e direcionando bilhões de dólares para projetos ligados à automação, modelos generativos e produtividade baseada em IA.

A própria Uber tem ampliado o uso de ferramentas de inteligência artificial em processos internos e desenvolvimento de software. Executivos da companhia já afirmaram anteriormente que a tecnologia tem contribuído para ganhos de produtividade e mudanças na forma como equipes são estruturadas.

Até o momento, a empresa não divulgou quantos funcionários foram desligados em cada país nem informou se haverá impactos diretos nas operações brasileiras. A Uber também não detalhou se novas rodadas de cortes poderão ocorrer nos próximos meses.

O anúncio coloca a empresa em uma lista crescente de gigantes da tecnologia que vêm revisando estruturas internas para enfrentar um cenário marcado por desaceleração econômica em alguns mercados, aumento da competição global e rápida evolução das ferramentas de inteligência artificial.


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