Essas mudanças afetarão apenas futuros financiamentos

Gabriela Thier Publicado em 30/10/2024, às 16h49
A partir desta sexta-feira, 1º de dezembro, a Caixa Econômica Federalimplementou novas regras para o financiamento de imóveis, exigindo maior valor de entrada e reduzindo o percentual financiável do imóvel. As medidas visam restringir a concessão de crédito no âmbito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que utiliza recursos provenientes da caderneta de poupança.
Para os mutuários que optarem pelo sistema de amortização constante (SAC), onde as parcelas diminuem ao longo do tempo, a entrada mínima passará de 20% para 30% do valor do imóvel. Já para aqueles que escolherem o sistema Price, com prestações fixas, o montante inicial exigido subirá de 30% para 50%. Adicionalmente, a Caixa somente concederá crédito aos clientes que não possuam outro financiamento habitacional ativo com a instituição.
Os imóveis avaliados pelo SBPE terão um teto de R$1,5 milhão em todas as modalidades. Atualmente, no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que oferece juros mais baixos, esse limite já é praticado, enquanto no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), ainda não há restrição de valor.
Conforme informações da Caixa, essas mudanças afetarão apenas futuros financiamentos e não impactarão os empreendimentos habitacionais em construção já financiados pela instituição. Nesses casos, as condições vigentes serão mantidas. Vale ressaltar que a Caixa detém cerca de 70% do mercado de financiamento imobiliário no Brasil e é responsável por 48,3% das contratações do SBPE.
Em comunicado recente, o banco justificou as novas restrições como uma medida necessária para alinhar sua carteira de crédito habitacional ao orçamento previsto para 2024. Até setembro deste ano, a Caixa já havia liberado R$175 bilhões em financiamentos imobiliários, registrando um aumento de 28,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. No SBPE especificamente, foram concedidos R$63,5 bilhões nos primeiros nove meses do ano.
A Caixa destacou ainda seu compromisso contínuo em buscar soluções para atender à crescente demanda por financiamentos habitacionais. O banco está engajado em discussões com o mercado e o governo visando ampliar a oferta de crédito imobiliário não apenas por meio da própria instituição, mas também pelos demais agentes financeiros do setor.
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