Objetivo de meta fica difícil para 2025

Gabriela Thier Publicado em 02/12/2024, às 15h45
No mais recente Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central, as projeções do mercado financeiro para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registraram um aumento, passando de 4,63% para 4,71% para o ano corrente. Este relatório semanal compila as previsões de diversas instituições financeiras acerca dos principais indicadores econômicos.
Para o ano de 2025, a estimativa de inflação também sofreu ajuste, subindo de 4,34% para 4,4%. Já para os anos subsequentes, 2026 e 2027, as expectativas foram estabelecidas em 3,81% e 3,5%, respectivamente.
A previsão para o ano de 2024 excede o teto da meta de inflação estipulada pelo Banco Central. O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta inflacionária em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, configurando limites que variam entre 1,5% e 4,5%.
A partir de 2025, será implementado o sistema de metas contínuas, dispensando a necessidade de definição anual por parte do CMN. Nesse novo regime, o centro da meta foi fixado em 3%, mantendo a mesma margem de tolerância.
Em outubro, a inflação nacional alcançou 0,56%, impulsionada majoritariamente pelos custos com habitação e alimentos. Este resultado segue-se ao índice de 0,44% registado em setembro. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos últimos 12 meses, o IPCA acumulou uma taxa de 4,76%. A divulgação do índice referente a novembro está agendada para o dia 10 deste mês.
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