Em discurso no Paraguai, presidente defendeu a autonomia da região e confirmou que pretende disputar a reeleição para garantir a democracia

Redação Publicado em 30/06/2026, às 15h08
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (30), durante a cúpula de líderes do Mercosul, em Assunção, no Paraguai, que a integração entre os países sul-americanos deve prevalecer sobre divergências políticas e ideológicas. Em discurso, o petista destacou que "ninguém é dono do mundo e ninguém é dono da América do Sul" e defendeu que o bloco fortaleça o diálogo, amplie a cooperação regional e preserve sua autonomia diante das mudanças no cenário internacional.
Segundo Lula, o Mercosul precisa diversificar suas parcerias e manter relações com diferentes países, sem abrir mão dos interesses da região. Para o presidente, a capacidade de dialogar com diferentes nações é um dos principais trunfos do bloco. Ele também afirmou que o projeto de integração sul-americana deve estar acima das disputas ideológicas e classificou o Mercosul como a principal resposta institucional para uma região marcada pela polarização política.
Após encerrar o discurso oficial, Lula fez uma fala de improviso em que voltou a abordar a defesa da democracia. O presidente afirmou que pretende disputar as eleições presidenciais deste ano para garantir a continuidade do regime democrático no Brasil.
Na sequência, o petista afirmou que considera essencial impedir que pessoas "irresponsáveis" comandem o país. "Vou concorrer às eleições para poder garantir que o Brasil se mantenha como um país democrático, porque não é possível a gente imaginar irresponsáveis governando um país de 215 milhões de habitantes", disse.
Durante a reunião, Lula também relembrou os 35 anos do Mercosul, afirmando que a criação do bloco representou uma resposta ao histórico de regimes autoritários na América do Sul e reforçou a importância da cooperação entre os países da região. Além do presidente brasileiro, participaram do encontro os chefes de Estado do Paraguai, Santiago Peña, do Uruguai, Yamandú Orsi, do Chile, José Antonio Kast, e do Equador, Daniel Noboa.
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