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Riqueza em alta

Brasil ganha mais de 9 mil novos milionários, mas segue entre os países mais desiguais do planeta

Relatório global do UBS mostra crescimento da população milionária em 2025, enquanto quase 70% dos brasileiros ainda possuem patrimônio inferior a R$ 51 mil.

Relatório do UBS revela que o Brasil ganhou mais de 9 mil novos milionários em 2025, mas permanece entre os países com maior concentração de riqueza do mundo. - Imagem: Reprodução
Relatório do UBS revela que o Brasil ganhou mais de 9 mil novos milionários em 2025, mas permanece entre os países com maior concentração de riqueza do mundo. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 30/06/2026, às 10h37


O Brasil terminou 2025 com 386 mil milionários, um aumento de 9.215 novos integrantes, consolidando-se como líder na América Latina em número de milionários, embora a desigualdade social permaneça alarmante.

Cerca de 43 mil brasileiros possuem patrimônios entre US$ 5 milhões e US$ 100 milhões, enquanto 69% da população adulta tem patrimônio inferior a US$ 10 mil, evidenciando a concentração de riqueza no topo da pirâmide econômica.

O relatório também destaca que as dívidas das famílias brasileiras representam 23,4% da riqueza bruta do país, e apesar do aumento de milionários, a riqueza média da população caiu 3,13% desde 2020, refletindo uma distribuição desigual dos ganhos.

O Brasil encerrou 2025 com 386 mil milionários em dólar, após registrar a entrada de 9.215 novos integrantes nesse grupo ao longo do ano. Os dados fazem parte do Global Wealth Report 2026, divulgado pelo banco suíço UBS, e confirmam o país como líder em número de milionários na América Latina.

Segundo o levantamento, o crescimento foi de 2,4% em relação ao ano anterior. Além disso, cerca de 43 mil brasileiros acumulam patrimônios entre US$ 5 milhões e US$ 100 milhões, reforçando o avanço da concentração de riqueza no topo da pirâmide econômica.

Apesar desse crescimento, o estudo evidencia um cenário de forte desigualdade social. O Brasil ocupa a 4ª posição mundial entre os países com maior concentração de riqueza, registrando um coeficiente de Gini de 0,81, índice que mede a desigualdade patrimonial. Apenas Rússia e Emirados Árabes Unidos aparecem em situação mais concentrada, enquanto o país empata com a África do Sul.

Outro dado que chama atenção é que 69% da população adulta brasileira possui patrimônio inferior a US$ 10 mil, o equivalente a aproximadamente R$ 51 mil. Isso significa que a maior parte dos brasileiros permanece na base da distribuição de riqueza, distante do crescimento observado entre as famílias mais ricas.

O relatório também mostra que o patrimônio dos bilionários brasileiros avançou mais de 50% em 2025, impulsionado pela valorização de ativos financeiros e pelo surgimento de novos bilionários.

Além da concentração de renda, o estudo alerta para o elevado nível de endividamento das famílias brasileiras. Atualmente, as dívidas representam 23,4% da riqueza bruta do país, uma das maiores proporções entre os mercados analisados pelo UBS.

Mesmo com o aumento do número de milionários, a riqueza média da população brasileira apresentou queda de 3,13% desde 2020, quando considerada a inflação e a moeda local, indicando que os ganhos ficaram concentrados em uma pequena parcela da sociedade.

No cenário global, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, elevando o número de milionários para 57,5 milhões em todo o mundo. Os Estados Unidos responderam por quase metade dos novos milionários registrados no período.