O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), espécie de termômetro do nível dos investimentos no Brasil, caiu 0,9% no segundo trimestre, em

Redação Publicado em 06/08/2018, às 00h00 - Atualizado às 16h51
O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), espécie de termômetro do nível dos investimentos no Brasil, caiu 0,9% no segundo trimestre, em relação ao trimestre anterior. No ano, entretanto, o indicador acumula avanço de 4,3%.
Em junho, os investimentos tiveram um crescimento de 9,4%, resultado que compensou quase todo o tombo de 10,4% registrado em maio, em meios aos impactos da greve dos caminhoneiros. No entanto, o crescimento de junho não foi suficiente para impedir que o indicador de fechasse o segundo trimestre no vermelho frente ao 1º trimestre.
Apesar da queda no 2º trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, os investimentos tiveram uma expansão de 5,1%. Com isso, o resultado acumulado em 12 meses foi uma alta de 2,9%.
Entre os componentes do indicador, houve crescimento de 2,3% no 2º trimestre no consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came), que corresponde à produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações. A produção interna de bens de capital líquida de exportações, entretanto, caiu 2,5%, e foi mais do que superada pela importação de bens de capital, que avançou 11,5% na comparação com o trimestre anterior.
O indicador de construção civil, por sua vez, caiu 3,4% no trimestre, e ainda permanece no vermelho no acumulado no ano (-0,8%) e em 12 meses (-1,3%).
O indicador mede o quanto as empresas aumentaram os seus bens de capital, ou seja, aqueles bens que servem para produzir outros bens. São basicamente máquinas, equipamentos e construção civil. Ele é importante porque indica se a capacidade de produção do país está crescendo e também se os empresários estão confiantes em relação ao futuro.
A Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 0,6% no 1º trimestre, na 4º alta consecutiva, segundo o IBGE, contribuindo para a alta de 0,4% do PIB nos 3 primeiros meses do ano.
Com a recuperação da economia em ritmo mais lento que o esperado, desemprego ainda elevado e confiança dos empresários ainda baixa diante das incertezas em relação às eleições, as projeções para o crescimento da economia no ano tem sido revisadas para baixo.
Pesquisa Focus mais recente do Banco Central, que ouve cerca de uma centena de economistas todas as semanas, mostrou que as expectativas para o crescimento da economia para este ano estão em 1,50%, metade do que era esperado alguns meses antes.
O próprio governo federal reduziu recentemente sua previsão de crescimento do PIB neste ano de 2,5% para 1,6%. Até maio, estava em 2,97%.
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