IPCA-15 desacelera, com transportes subindo e alimentos em deflação, segundo IBGE

Sabrina Oliveira Publicado em 27/08/2024, às 12h40
A inflação medida pela prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) desacelerou em agosto, registrando uma taxa de 0,19%. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e ficou abaixo das expectativas do mercado, que aguardava uma alta maior.
Com este resultado, a inflação acumulada nos primeiros oito meses do ano atinge 3,02%. Já nos últimos 12 meses, o índice acumulou 4,35%, também inferior ao registrado no período anterior de 12 meses, que foi de 4,45%.
Entre os grupos de despesas analisados pelo IBGE, o setor de transportes teve o maior impacto no índice de agosto, com alta de 0,83%. Dentro deste grupo, os combustíveis foram os principais responsáveis pela elevação, especialmente a gasolina, que subiu 3,33%, o etanol, com aumento de 5,81%, e o gás veicular, que teve alta de 1,31%. O óleo diesel também registrou uma leve alta de 0,85%.
Essa elevação nos preços dos combustíveis reflete o cenário global de variações no valor do petróleo, que impacta diretamente o consumidor final, pressionando o índice geral de preços no Brasil.
Por outro lado, o grupo de alimentos e bebidas foi o único a registrar deflação no período, com queda de 0,8%. Esse resultado positivo para o bolso do consumidor foi impulsionado pela queda significativa nos preços de alguns produtos, como o tomate, que caiu 26,59%, a batata-inglesa, com redução de 13,13%, e a cebola, que teve uma queda de 11,22%.
No entanto, nem todos os alimentos registraram queda. A refeição fora do domicílio, por exemplo, teve uma leve alta de 0,49%, refletindo o aumento dos custos de operação de bares e restaurantes, que ainda enfrentam desafios pós-pandemia e ajustes nos preços dos insumos.
Além dos transportes e alimentos, outros grupos de despesas também apresentaram variações positivas. O grupo de educação teve alta de 0,75%, enquanto artigos de residência subiram 0,71%. Despesas pessoais aumentaram 0,43%, seguido de saúde e cuidados pessoais (0,27%), habitação (0,18%), comunicação (0,09%) e vestuário (0,09%).
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