Nova tabela do Confaz passa a valer em maio, acompanha variações do mercado e impacta arrecadação dos estados

Erika Osti Publicado em 24/04/2026, às 15h05
O governo federal divulgou nesta sexta-feira (24) a nova tabela com os preços médios dos combustíveis que serão usados como referência para o cálculo do ICMS em todo o país. Definidos pelo Conselho Nacional de Política Fazendária, os valores passam a valer a partir de 1º de maio e orientam a cobrança do imposto estadual nas 27 unidades da Federação.
A atualização é baseada no Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final, indicador que acompanha as variações do mercado e reflete os valores praticados ao consumidor. Esse parâmetro é utilizado pelos estados e pelo Distrito Federal para definir a base de incidência do ICMS, um dos principais tributos que compõem o preço dos combustíveis.
A nova tabela contempla produtos como etanol hidratado, gás natural veicular, gás natural industrial, querosene de aviação e óleo combustível. Os dados mostram diferenças relevantes entre os estados. Em São Paulo, por exemplo, o etanol foi fixado em R$ 4,52 por litro, enquanto no Rio de Janeiro o valor chega a R$ 5,14. No Espírito Santo, o preço de referência é de R$ 5,0643. Já em estados como Mato Grosso, além do etanol a R$ 4,5393, também há valores definidos para gás natural industrial e querosene de aviação.
As variações regionais são explicadas principalmente por fatores logísticos. Estados com maior custo de transporte ou menor infraestrutura tendem a registrar preços médios mais altos, enquanto regiões com maior oferta ou proximidade de refinarias apresentam valores mais baixos.
Apesar de servir como base para tributação, o PMPF não representa necessariamente o preço final cobrado nos postos. O valor pago pelo consumidor depende de uma série de fatores, como concorrência local, custos operacionais e políticas comerciais. Ainda assim, mudanças na tabela podem ter impacto indireto no bolso, especialmente quando há grande diferença entre o preço de referência e o praticado no mercado.
Além do efeito potencial sobre os preços, a atualização também influencia a arrecadação dos estados, já que o ICMS é uma das principais fontes de receita dos governos regionais. Alterações na base de cálculo podem ampliar ou reduzir o volume arrecadado, dependendo do comportamento do mercado.
A revisão ocorre em um cenário de pressão sobre os combustíveis, marcado pela volatilidade do petróleo no mercado internacional. Diante disso, o governo federal tem adotado medidas para conter os impactos, como subsídios ao diesel e ajustes na carga tributária.
Com isso, o PMPF segue como um instrumento central tanto para o equilíbrio das contas públicas quanto para a formação dos preços ao consumidor, ainda que seus efeitos não sejam imediatos ou uniformes em todo o país.
Leia também

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Apoiadora de Bolsonaro realiza vigília em condomínio mesmo após restrição imposta por Moraes

Jaques Wagner recorre ao STF e pede anulação de operação da PF sobre supostos vínculos com ex-sócio do Banco Master

CBF detalha oitavas de final da Copa do Brasil 2026 e confirma datas dos confrontos decisivos

São Paulo entra em alerta para temporais, ventos fortes e queda brusca de temperatura

Pix por aproximação passa a mostrar saldo e limite da conta antes do pagamento

São Paulo entra em alerta para temporais, ventos fortes e queda brusca de temperatura

Tempestade paralisa França x Iraque e protocolo criado após tragédia na Nascar entra em ação nos EUA

Jaques Wagner recorre ao STF e pede anulação de operação da PF sobre supostos vínculos com ex-sócio do Banco Master

Apoiadora de Bolsonaro realiza vigília em condomínio mesmo após restrição imposta por Moraes