Aquisição bilionária da USA Rare Earth sobre a Serra Verde Group reforça disputa estratégica com a China

Redação Publicado em 20/04/2026, às 15h51
A USA Rare Earth adquiriu a mineradora brasileira Serra Verde Group por até US$ 2,8 bilhões, destacando o Brasil na disputa global por minerais estratégicos e ajudando os EUA a reduzir a dependência da China em terras raras.
A Serra Verde, com sua mina de Pela Ema em Goiás, é a única operação fora da Ásia capaz de produzir em larga escala os principais elementos magnéticos de terras raras, essenciais para tecnologias modernas como veículos elétricos e sistemas de defesa.
O pagamento será feito com US$ 300 milhões em dinheiro e novas ações, e a transação, que depende de aprovações regulatórias, deve ser concluída até o terceiro trimestre de 2026, com executivos brasileiros assumindo papéis importantes na nova estrutura.
A empresa norte-americana USA Rare Earth anunciou a compra da mineradora brasileira Serra Verde Group em um acordo estimado em até US$ 2,8 bilhões. A operação coloca o Brasil no centro de uma disputa global por minerais estratégicos e reforça o movimento dos Estados Unidos para reduzir a dependência da China no setor de terras raras.
A Serra Verde é responsável pela mina de Pela Ema, localizada em Goiás, considerada atualmente a única operação fora da Ásia capaz de produzir, em larga escala, os quatro principais elementos magnéticos de terras raras. Esses materiais são essenciais para tecnologias como veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa.
O pagamento será realizado por meio de uma combinação de US$ 300 milhões em dinheiro e a emissão de novas ações, consolidando uma das maiores transações recentes no setor mineral estratégico.
A aquisição também tem forte componente geopolítico. As terras raras são consideradas insumos críticos para a economia do futuro, e sua produção é amplamente dominada pela China. Com isso, países ocidentais buscam diversificar fornecedores e garantir segurança no abastecimento.
Segundo a companhia americana, a expectativa é que a operação brasileira represente mais de 50% da oferta global de terras raras pesadas fora da Ásia até 2027 — um dado que evidencia o peso do ativo brasileiro no cenário internacional.
Além disso, a nova estrutura empresarial pretende integrar toda a cadeia produtiva, desde a mineração até a fabricação de ímãs de alta tecnologia, ampliando a competitividade global da empresa combinada.
O acordo ainda depende de aprovações regulatórias e deve ser concluído no terceiro trimestre de 2026. Até lá, as empresas já iniciam processos de integração operacional e estratégica.
Executivos da mineradora brasileira também devem assumir posições-chave na nova companhia, reforçando a participação do Brasil no comando de uma operação com alcance global.
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