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Habitação e economia

FGTS amplia alcance do Minha Casa Minha Vida e eleva teto de renda e valor dos imóveis

Conselho Curador aprova mudanças que expandem acesso ao programa e aumentam limites de financiamento, incluindo famílias de renda mais alta

Conselho do FGTS amplia renda e valores de imóveis financiados no Minha Casa Minha Vida - Imagem: Reprodução
Conselho do FGTS amplia renda e valores de imóveis financiados no Minha Casa Minha Vida - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 24/03/2026, às 14h59


O Conselho Curador do FGTS aprovou mudanças no programa Minha Casa Minha Vida, aumentando o acesso ao financiamento habitacional e elevando os limites de valor dos imóveis, como parte da estratégia do governo para impulsionar o setor imobiliário.

As alterações incluem a ampliação do teto de renda para famílias elegíveis, com a nova Faixa 1 oferecendo juros de 4,50% para rendas entre R$ 2.850,01 e R$ 3.200, e a Faixa 4 com limite elevado de R$ 12 mil para R$ 13 mil, permitindo maior acesso à classe média.

Com um reforço financeiro de R$ 31 bilhões do Fundo Social, as mudanças visam estimular a construção civil e gerar empregos, embora especialistas alertem que o Brasil ainda enfrenta um déficit habitacional significativo que requer políticas adicionais.

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (24), uma série de mudanças no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), ampliando o acesso de famílias ao financiamento habitacional e elevando os limites de valor dos imóveis. A medida integra a estratégia do governo federal de impulsionar o setor imobiliário e ampliar o alcance das políticas públicas de moradia.

Entre as principais alterações está o aumento do teto de renda das famílias elegíveis ao programa. A chamada Faixa 1, voltada à população de menor renda, passou a incluir uma nova categoria com taxa de juros de 4,50% ao ano para famílias com renda mensal entre R$ 2.850,01 e R$ 3.200, ampliando o alcance do programa para um grupo que antes não era contemplado nas mesmas condições.

Outra mudança relevante foi na Faixa 4, criada recentemente com foco na classe média. O limite de renda familiar mensal foi ampliado de R$ 12 mil para R$ 13 mil, permitindo que um número maior de famílias tenha acesso ao financiamento com condições diferenciadas.

Aumento no valor dos imóveis

Além da ampliação de renda, o Conselho também aprovou o aumento nos valores máximos dos imóveis que podem ser financiados dentro do programa.

Na Faixa 3, o teto foi elevado de R$ 350 mil para R$ 400 mil, um crescimento de aproximadamente 14%. Já na Faixa 4, o limite passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil, representando um aumento de 20%.

A atualização dos valores busca acompanhar a valorização do mercado imobiliário nos últimos anos, além de ampliar a oferta de imóveis disponíveis dentro das regras do programa.

Recursos e impacto econômico

As mudanças no Minha Casa Minha Vida também devem contar com reforço financeiro do Fundo Social, que destina cerca de R$ 31 bilhões ao programa. O volume de recursos é considerado estratégico para viabilizar novas contratações e estimular a construção civil.

Especialistas apontam que a medida pode gerar impacto direto na economia, especialmente em setores como construção, crédito imobiliário e geração de empregos. O setor habitacional tem forte efeito multiplicador, movimentando cadeias produtivas e impulsionando o crescimento econômico.

Expansão do programa

Com as alterações, o governo amplia o escopo do Minha Casa Minha Vida, que passa a atender não apenas famílias de baixa renda, mas também uma parcela maior da classe média.

A mudança reforça a tentativa de equilibrar dois objetivos: reduzir o déficit habitacional no país e aquecer o mercado imobiliário, que enfrenta desafios como aumento de custos e queda na capacidade de financiamento de parte da população.

O que muda na prática

Com a nova regra, passam a valer:

  • ampliação da renda máxima nas faixas do programa
  • criação de nova taxa de juros para famílias da Faixa 1 ampliada
  • aumento dos limites de financiamento dos imóveis
  • inclusão de mais famílias da classe média no programa

As novas condições devem facilitar o acesso ao crédito imobiliário e aumentar a quantidade de imóveis financiados nos próximos meses.

Desafio habitacional

Apesar da ampliação, especialistas destacam que o Brasil ainda enfrenta um déficit habitacional significativo, estimado em milhões de moradias. A expansão do programa é vista como um passo importante, mas que precisa ser acompanhada de outras políticas públicas para garantir acesso à moradia digna.


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