Alta acompanha retomada do trabalho presencial e redução na entrega de novos prédios em São Paulo

Erika Osti Publicado em 13/02/2026, às 16h12
Em 2025, a ocupação de edifícios corporativos na Avenida Faria Lima, em São Paulo, atingiu o maior nível em uma década, consolidando a área como um indicador chave do mercado imobiliário de alto padrão no Brasil, impulsionada pela demanda por escritórios turnkey devido ao retorno ao trabalho presencial.
A pesquisa da SYN revela que os escritórios mobiliados têm uma taxa de vacância de 7%, significativamente inferior à média de 16,28% do mercado corporativo da cidade, refletindo uma demanda crescente em um cenário de oferta reduzida de novos empreendimentos.
Com a diminuição de novos prédios e o aumento das pré-locações em construções, as empresas estão buscando garantir espaços em regiões consolidadas, como a Faria Lima, o que torna o mercado mais competitivo e enfatiza a importância da localização e eficiência na ocupação.
A ocupação de edifícios corporativos alcançou em 2025 o maior patamar da última década na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo e consolidou o endereço como o principal termômetro do mercado imobiliário de alto padrão no país. No embalo desse desempenho, cresceu também a demanda por escritórios mobiliados no modelo turnkey, entregues prontos para uso, com layout, mobiliário e infraestrutura de tecnologia já instalados.
O movimento reflete a retomada do trabalho 100% presencial por parte de grandes empresas e ocorre em um cenário de oferta mais enxuta, com desaceleração na entrega de novos empreendimentos comerciais na capital paulista.
Levantamento da SYN, especializada em aquisição, locação e gestão de imóveis corporativos, mostra que o modelo mobiliado tem se destacado por reduzir o prazo de ocupação para cerca de um mês ou até menos, dependendo do projeto. As lajes são entregues completas, com estações de trabalho, salas de reunião e infraestrutura de tecnologia da informação já instaladas, o que elimina etapas de obra e compra de equipamentos.
Os dados indicam ainda que a vacância nesse segmento é significativamente menor que a média da cidade. Enquanto os escritórios turnkey registram taxa de 7%, o índice geral de vacância do mercado corporativo paulistano está em 16,28%, segundo a consultoria SiiLA. A taxa mede a diferença entre os espaços devolvidos e os efetivamente locados.
De acordo com a SiiLA, a ocupação das lajes corporativas de alto padrão alcançou no ano passado o maior patamar desde 2016, superando inclusive os níveis observados em 2018 e 2019, antes da pandemia. O cenário combina aumento da demanda com queda na oferta, já que houve desaceleração nas entregas de novos prédios.
Com menos empreendimentos chegando ao mercado e mais empresas retomando operações presenciais, cresceu também o volume de pré-locações em edifícios ainda em construção. A estratégia tem sido garantir espaço em regiões consolidadas como a Faria Lima, um dos principais polos financeiros do país. O resultado reforça a atratividade da região e sinaliza um mercado mais competitivo, com empresas priorizando agilidade, localização estratégica e eficiência na ocupação de seus escritórios.
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