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Desemprego no Brasil atinge 6,4% no 3º trimestre, afirma IBGE

Segundo Luiz Marinho, atual ministro do Trabalho, a expectativa é encerrar o ano com um saldo positivo superior a 2 milhões

Desemprego no Brasil atinge 6,4% no 3º trimestre, afirma IBGE - Imagem: Reprodução / Freepik
Desemprego no Brasil atinge 6,4% no 3º trimestre, afirma IBGE - Imagem: Reprodução / Freepik

William Oliveira Publicado em 31/10/2024, às 12h43


A taxa de desocupação no Brasil caiu para 6,4% no terceiro trimestre, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (31). Esse percentual representa o menor índice para o período encerrado em setembro desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012.

Comparativamente, essa taxa só é superior ao recorde histórico registrado no trimestre encerrado em dezembro de 2013, quando atingiu 6,3%. O recuo atual corresponde a uma diminuição de 1,3 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior, que era de 7,7%, e uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2024.

O número de pessoas desocupadas diminuiu para 7 milhões, uma redução de 7,2% em relação ao trimestre anterior e uma expressiva queda de 15,8% no acumulado de 12 meses. Este é o menor contingente registrado desde o trimestre encerrado em janeiro de 2015.

Paralelamente, a população ocupada atingiu a marca histórica de 103 milhões no terceiro trimestre, um aumento de 1,2% em comparação aos três meses anteriores e um crescimento anual de 3,2%. O nível de ocupação — que representa o percentual de pessoas empregadas entre aquelas com idade para trabalhar — subiu para 58,4%, alcançando também seu maior patamar desde 2012.

Em relação à subutilização da força de trabalho, que inclui indivíduos desempregados ou subempregados, a taxa foi registrada em 15,7%, a menor desde o terceiro trimestre de 2014. Este índice reflete uma redução tanto na comparação trimestral quanto anual.

O número de pessoas desalentadas, que são aquelas que desistiram de procurar emprego por acreditar na impossibilidade de encontrar uma vaga, manteve-se estável em 3,1 milhões. Este valor é o menor desde 2016. A taxa dos desalentados caiu ligeiramente para 2,7%.

No âmbito do mercado de trabalho privado, o Brasil alcançou um recorde com 53,3 milhões de pessoas empregadas. O número totaliza um crescimento de 2,2% no trimestre e 5,3% ao longo do ano. Dentro desse segmento, os empregados com carteira assinada somaram 39 milhões, enquanto aqueles sem registro formal chegaram a 14,3 milhões — ambos números recordes para o período.

No setor público e em outros segmentos, como trabalhadores por conta própria e domésticos, os números também revelam tendências significativas: foram registrados respectivamente 12,8 milhões e variações diversas nas modalidades informais.

Adicionalmente, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que, em setembro, foram criadas cerca de 247 mil vagas formais no país. Este resultado reflete um aumento significativo em comparação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano até setembro de 2024, foram gerados quase dois milhões de novos empregos formais.

Todas as unidades federativas apresentaram saldos positivos na criação de empregos formais durante setembro. Os estados que mais se destacaram foram São Paulo, com a criação de 57 mil vagas; seguido pelo Rio de Janeiro, com 19 mil; e Pernambuco, com 17 mil.

De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a expectativa é de encerrar o ano com um saldo positivo superior a dois milhões.


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