Mercado de trabalho mantém trajetória de fortalecimento, com recorde de ocupação e queda expressiva da subutilização, aponta IBGE

Manoela Cardozo Publicado em 30/12/2025, às 14h24
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre móvel encerrado em novembro, o menor patamar desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e confirmam a continuidade do aquecimento do mercado de trabalho no país.
O resultado representa uma queda de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, encerrado em agosto, quando o índice estava em 5,6%. Na comparação com o mesmo período de 2024, a redução foi ainda mais significativa: à época, a taxa de desocupação era de 6,1%.
Com a melhora dos indicadores, o número de pessoas sem trabalho caiu para 5,6 milhões. Isso significa uma redução de 7,2% frente ao trimestre anterior e de 14,9% na comparação anual, o equivalente a quase 1 milhão de brasileiros que deixaram a condição de desemprego em um ano.
Ao mesmo tempo, a população ocupada alcançou 103 milhões de pessoas, novo recorde da série histórica. O avanço foi de 0,6% no trimestre e de 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado, o que corresponde à criação líquida de cerca de 1,1 milhão de postos de trabalho.
A força de trabalho total, que reúne ocupados e desocupados, somou 108,7 milhões de pessoas, enquanto a população fora da força de trabalho foi estimada em 66 milhões. Ambos os indicadores permaneceram estáveis em relação ao período anterior.
Outro dado que reforça o bom momento do mercado é o nível da ocupação — proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar — que chegou a 59%, o maior já registrado. Houve crescimento de 0,2 ponto percentual no trimestre e estabilidade na comparação anual.
A taxa de subutilização da força de trabalho também atingiu o menor nível da série, ao recuar para 13,5%. O indicador engloba desempregados, trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas e pessoas que desistiram de procurar emprego. Atualmente, 15,4 milhões de brasileiros se enquadram nesse grupo.
Os números mostram expansão tanto no emprego formal quanto em outras formas de ocupação. O setor privado concentra 53 milhões de trabalhadores, sendo 39,4 milhões com carteira assinada e 13,6 milhões sem registro. No setor público, são 13,1 milhões de ocupados. O trabalho por conta própria soma 26 milhões de pessoas, enquanto o contingente de trabalhadores informais chega a 38,8 milhões, o que corresponde a uma taxa de informalidade de 37,7%.
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