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Cesta Básica

Custo da cesta básica compromete mais da metade do salário em 10 capitais

São Paulo registra a cesta básica mais cara do país

O trabalhador gasta mais de 50% do salário líquido para garantir os itens alimentares essenciais - Imagem: Reprodução / Chico Bezerra / PMJG
O trabalhador gasta mais de 50% do salário líquido para garantir os itens alimentares essenciais - Imagem: Reprodução / Chico Bezerra / PMJG

Sabrina Oliveira Publicado em 07/10/2024, às 10h30


O preço da cesta básica subiu em 10 das 17 capitais brasileiras analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) durante o mês de setembro. A maior alta foi observada em Porto Alegre, com uma elevação de 2,07% no valor dos itens alimentares essenciais. Em contrapartida, as principais reduções foram registradas nas capitais de Belém (-2,58%) e Fortaleza (-2,31%).

São Paulo continua sendo a cidade com a cesta básica mais cara do país, atingindo R$ 792, seguida por Florianópolis (R$ 768) e Rio de Janeiro (R$ 757). Nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição dos itens da cesta básica é diferente, os menores valores médios foram encontrados em Aracaju (R$ 506), Recife (R$ 535) e João Pessoa (R$ 522).

A elevação no custo da cesta básica foi influenciada principalmente pelo aumento dos preços de produtos como café em pó, que subiu em todas as capitais pesquisadas, e o óleo de soja, que teve alta em 16 das 17 cidades analisadas. O quilo da carne bovina de primeira também registrou aumento expressivo, afetando 16 capitais. Por outro lado, alguns itens importantes, como batata, tomate e açúcar, tiveram queda nos preços.

No comparativo anual, entre setembro de 2023 e setembro de 2024, a cesta básica subiu em 11 capitais. São Paulo liderou o aumento, com uma variação de 7,85%, seguida por Goiânia (6,65%), Campo Grande (5,76%) e Rio de Janeiro (5,19%). O recuo mais expressivo foi observado em Natal, onde o custo dos alimentos básicos caiu 7,51%.

Quando comparado o custo da cesta básica ao salário mínimo líquido (considerando o desconto de 7,5% da Previdência Social), observa-se que o trabalhador brasileiro comprometeu, em média, 50,13% de seu rendimento para adquirir os produtos alimentícios essenciais. Esse percentual é ligeiramente inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando 53,09% do salário mínimo era necessário para cobrir o custo da cesta.

Diante desse cenário, o Dieese estimou que o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas em setembro de 2024 deveria ter sido de R$ 6.657,55, o que equivale a 4,71 vezes o valor atual de R$ 1.412. No mesmo período do ano passado, o salário mínimo necessário foi calculado em R$ 6.280,93, ou 4,76 vezes o valor vigente na época.


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