Projeção aponta reajuste médio nacional de 7,64%, impulsionado por custos de geração, aumento de subsídios e perdas no sistema elétrico.

Ana Beatriz Publicado em 09/02/2026, às 08h56
As contas de energia elétrica devem pesar ainda mais no bolso dos brasileiros em 2026. Projeções da consultoria Thymos Energia indicam que o reajuste médio nacional das tarifas será de 7,64%, percentual que representa quase o dobro da inflação prevista para o ano.
Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil, o mercado financeiro projeta que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre 2026 em 3,99%. Mesmo assim, em algumas concessionárias, o aumento das tarifas pode chegar a níveis ainda mais elevados, ultrapassando o triplo da inflação estimada.
De acordo com o levantamento, os maiores reajustes previstos devem ocorrer nas distribuidoras Neoenergia Pernambuco, com aumento estimado de 13,12%, CPFL Paulista, com 12,50%, e Enel Ceará, com 10,66%.
Por outro lado, algumas regiões podem registrar redução nas tarifas. As estimativas indicam quedas na Neoenergia Brasília (-3,73%), Amazonas Energia (-1,72%) e Equatorial Piauí (-0,83%).
A consultoria aponta três fatores principais para a pressão sobre as tarifas. O primeiro é o aumento dos custos de geração de energia. O segundo envolve o crescimento das perdas no sistema elétrico, que incluem furtos e ligações clandestinas. Já o terceiro está relacionado à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que financia subsídios do setor elétrico e cujo valor é dividido entre os consumidores, mantendo trajetória de alta.
Especialistas apontam que o cenário reforça o desafio de equilibrar sustentabilidade financeira do setor com o impacto direto no orçamento das famílias e das empresas, especialmente em um contexto de inflação mais controlada.
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