O Pavilhão Brasil na Expo em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, fez sucesso entre os estrangeiros e brasileiros. Desde 1º de outubro, foram cerca de 1,3

Redação Publicado em 23/02/2022, às 00h00 - Atualizado às 18h42
O Pavilhão Brasil na Expo em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, fez sucesso entre os estrangeiros e brasileiros. Desde 1º de outubro, foram cerca de 1,3 milhão de visitantes apenas no espaço dedicado ao Brasil, que tem como principal organizadora a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Em toda a Expo, foram contabilizados 15 milhões de visitantes.

Um grupo de francesas que passou pelas plataformas de interatividade estava empolgado com as descobertas sobre o Brasil. “É muito bonito, nós gostamos do quiz. É diferente dos outros prédios, muito bonito”, disse Lucienne Laurent. Para ela, a melhor parte foi a construção sobre o espelho d’água com os diferentes temas relacionados ao agronegócio, como a sustentabilidade. De acordo com a organização do evento, 70% dos visitantes, no geral, são de outras nacionalidades.
A edição árabe da Expo, maior evento mundial desde o início da pandemia, tem 192 países explorando três grandes eixos temáticos: oportunidade, mobilidade e sustentabilidade como formas de trazer soluções para um mundo melhor.
O Brasil fica no distrito da sustentabilidade, num pavilhão Brasil de 4 mil metros quadrados feito de membranas arquitetônicas translúcidas, onde são projetadas imagens das riquezas naturais do país, centros urbanos e grandes referências da cultura nacional. O espelho d’água escuro é inspirado no Rio Negro, afluente do Rio Amazonas. À noite, o pavilhão se transforma numa espécie de lanterna para os visitantes da Expo.
Na semana de 17 a 23 de fevereiro, o tema central no pavilhão do Brasil é o agronegócio. Somente com este evento, a expectativa é gerar cerca de 500 milhões de dólares em exportações para o país e 10 bilhões de dólares em investimentos. Com grande importância, o agronegócio respondeu por cerca de 43% das exportações brasileiras em 2021, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Na percepção do comissário-geral do Pavilhão Brasil, general Elias Rodrigues Martins Filho, o pavilhão recebeu um fluxo intenso de público, tanto que o Brasil figura como um dos pavilhões mais visitados. “Para nós isso é muito significativo”, ressaltou.
O objetivo, segundo ele, é mostrar ao mundo o quanto esse segmento econômico é importante para o país e para o resto do mundo. “Somos, talvez, a maior potência global em termos de agronegócio, que trabalha a agricultura sustentável e responsável”, declarou.
As Exposições Mundiais são realizadas a cada cinco anos. Dubai foi selecionada em 2013 para sediar a edição de 2020, mas teve de ser adiada devido à pandemia. Em 2025, será a vez da cidade japonesa de Osaka.
De toda a estrutura montada em Dubai, 80% permanecerá e será transformada no Distrito 2020, uma espécie de bairro-cidade, onde metade das construções serão empreendimentos comerciais e a outra metade, residenciais. O objetivo é que este seja um centro de inovação com participação de startups, universidades e laboratórios. A meta é que em 30 anos o local tenha população de 150 mil pessoas.
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Agencia Brasil
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