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Agro

Brasil é o 2º maior produtor de cana-de-açúcar, mas produção caiu 5,1% em 2024-2025

A produção de cana-de-açúcar no Brasil diminui devido a condições climáticas adversas

A produção de cana-de-açúcar no Brasil diminui devido a condições climáticas adversas - Imagem: Reprodução / Pixabay
A produção de cana-de-açúcar no Brasil diminui devido a condições climáticas adversas - Imagem: Reprodução / Pixabay

Gabriela Thier Publicado em 17/04/2025, às 14h53


No ciclo 2024-2025, o Brasil alcançou uma produção estimada de 676,96 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, posicionando-se como o segundo maior produtor do mundo. Contudo, esse número representa uma diminuição de 5,1% em comparação à safra recorde anterior, referente ao ciclo 2023-2024.

Conforme informações divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a redução na produção é atribuída a condições climáticas adversas, que incluem baixos índices pluviométricos e temperaturas elevadas predominantes na Região Centro-Sul. Essa área é responsável por cerca de 91% da produção nacional e enfrentou também incêndios que afetaram diversas lavouras em fase de colheita.

O relatório da Conab revelou que as condições desfavoráveis impactaram negativamente a produtividade média, que foi calculada em 77.223 quilos por hectare. Os dados foram apresentados na última quinta-feira (17) durante o 4º Levantamento sobre a cultura da cana-de-açúcar.

Desempenho Regional: Sudeste e Centro-Oeste

A região Sudeste, que é a principal produtora de cana do país, registrou uma colheita de 439,6 milhões de toneladas, uma diminuição de 6,3% em relação à safra anterior. Apesar do aumento de 7,5% na área cultivada, totalizando 5,48 milhões de hectares, essa expansão não foi suficiente para compensar uma queda na produtividade de 12,8%, estimada em 80.181 quilos por hectare.

No Centro-Oeste, os números mostraram estabilidade em comparação com a safra recorde anterior, com uma produção de 145,3 milhões de toneladas — um leve crescimento de 0,2%. A área cultivada nessa região também cresceu 4%, atingindo 1,85 milhão de hectares. Entretanto, a produtividade caiu em 3,7%, alcançando 78.540 quilos por hectare.

Produção nas Regiões Nordeste, Sul e Norte

A colheita na Região Nordeste ainda está em andamento. Se as previsões se confirmarem, a produção deverá atingir 54,4 milhões de toneladas, apresentando uma queda de 3,7% em relação ao ano passado. Este desempenho é influenciado pela escassez hídrica enfrentada na região, resultando em uma produtividade média reduzida. A área cultivada aumentou em 1,6%, somando 897,5 mil hectares.

Por outro lado, a Região Sul experimentou declínios tanto na área plantada quanto na produtividade. Com uma produção estimada em 33,6 milhões de toneladas, houve uma redução de 13,2% comparado ao ciclo anterior.

Na Região Norte, a situação é mais otimista: houve um aumento na área e na produtividade em 1,4% e 1,1%, respectivamente. A expectativa é que a colheita atinja cerca de 4 milhões de toneladas nesta região.

Cenário do Etanol

No segmento do etanol, observou-se um crescimento total de 4,4%, somando 37,2 bilhões de litros produzidos. Essa elevação ocorreu mesmo diante da redução de 1,1% na produção originada do esmagamento da cana devido às condições climáticas adversas. O volume obtido dessa fonte foi registrado em 29,35 bilhões de litros.

Entretanto, o aumento significativo no volume produzido a partir do milho contribuiu para o bom desempenho geral; estima-se que cerca de 7,84 bilhões de litros tenham sido gerados a partir deste cereal — um incremento considerável de 32,4% comparado ao ciclo anterior.


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