O governo brasileiro busca novos mercados no Oriente Médio e Sul da Ásia para compensar a taxação

Gabriela Thier Publicado em 11/07/2025, às 18h53
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, revelou que o Brasil está adotando uma estratégia de diversificação de mercados em resposta à tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, a qual entrou em vigor no dia 1º de agosto. Essa taxa foi considerada "indecente" pelo ministro e é uma medida oriunda da administração do ex-presidente Donald Trump.
Em face desse desafio, o governo brasileiro, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está se mobilizando ativamente para reduzir os efeitos adversos dessa taxação, que afeta principalmente setores estratégicos como o de suco de laranja, café e carne bovina.
Carlos Fávaro enfatizou a importância do diálogo com os setores afetados e utilizou suas redes sociais para reforçar o compromisso do governo em buscar novos mercados. As prioridades incluem regiões com potencial significativo para consumo, como o Oriente Médio, o Sul da Ásia e outros países do Sul Global, que podem representar alternativas promissoras para as exportações brasileiras.
Além disso, o ministro mencionou que estão sendo desenvolvidas ações diplomáticas visando à reciprocidade, com o intuito de amenizar os impactos da decisão dos Estados Unidos.
Em uma recente entrevista à Jovem Pan de Cuiabá, Fávaro abordou a proposta de uma lei de reciprocidade econômica que está sendo considerada pelo governo Lula. Ele destacou que essa legislação, inicialmente formulada pela oposição, tem como objetivo garantir a soberania econômica do Brasil. Contudo, ele também salientou a importância de se utilizar a negociação e o bom senso nas relações comerciais internacionais.
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