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Inflação

Cenário Econômico: PIB Cresce 3,4% em 2024, maior alta desde 2021

A inflação oficial deve ultrapassar a meta do Banco Central em 2025

A inflação oficial deve ultrapassar a meta do Banco Central em 2025, com projeções de 5,65% e queda gradual nos anos seguintes - Imagem: Reprodução / Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
A inflação oficial deve ultrapassar a meta do Banco Central em 2025, com projeções de 5,65% e queda gradual nos anos seguintes - Imagem: Reprodução / Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 07/04/2025, às 18h01


Na última edição do Boletim Focus, divulgada nesta segunda-feira (7) pelo Banco Central do Brasil, as previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2025 se mantiveram inalteradas. A pesquisa, que coleta dados de economistas, revela expectativas consistentes para a expansão da economia e a taxa de inflação.

Para o ano corrente, a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é de 1,97%. Em relação a 2026, a projeção permanece em 1,6%, enquanto para 2027 e 2028, as estimativas apontam para uma expansão de 2% em ambos os anos. Esses dados indicam um desempenho econômico estável ao longo do período.

No que tange ao crescimento da economia brasileira, o ano de 2024 registrou um aumento de 3,4%, representando o quarto ano consecutivo de crescimento e a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

A cotação do dólar também foi abordada no boletim, com previsão de fechamento em R$ 5,90 até o final deste ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a moeda americana atinja R$ 5,99.

Inflação

A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, foi mantida em 5,65% para 2025. Para os anos seguintes, as projeções são de 4,5% para 2026 e de 4% e 3,78% para 2027 e 2028, respectivamente. Vale ressaltar que a estimativa para 2025 ultrapassa o teto da meta inflacionária estipulada pelo Banco Central, que é de 3%, com uma margem de tolerância de até 1,5 ponto percentual.

Em fevereiro deste ano, impulsionada pela elevação nos preços da energia elétrica, a inflação oficial atingiu 1,31%, o maior índice desde março de 2022 e o mais elevado para um mês de fevereiro desde 2003. No acumulado dos últimos doze meses, o IPCA totalizou uma alta de 5,06%.

Taxa de Juros

O Banco Central utiliza a taxa Selic como principal ferramenta para atingir suas metas inflacionárias. Atualmente fixada em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic sofreu um novo aumento de um ponto percentual na última reunião do colegiado em março. Este movimento representa a quinta alta consecutiva da taxa em um ciclo restritivo da política monetária.

No comunicado emitido pelo Copom, foi destacado que a economia brasileira demonstra aquecimento mesmo diante de sinais moderados na sua expansão. A inflação geral e seus núcleos continuam apresentando alta. O órgão alertou sobre os riscos associados à inflação nos serviços e reafirmou seu compromisso em monitorar atentamente a política econômica vigente.

Quanto às reuniões futuras do Copom, foi mencionado que as próximas elevações na Selic ocorrerão em menor magnitude na reunião agendada para maio. Contudo, não foram fornecidas indicações sobre movimentações subsequentes. O aumento já esperado pelo mercado financeiro havia sido previamente anunciado durante a reunião realizada em janeiro.

A projeção atual indica que até dezembro deste ano a taxa básica pode subir para até 15% ao ano. Para os anos seguintes — 2026, 2027 e 2028 — as previsões sugerem uma redução gradual para taxas de 12,5%, 10,5% e finalmente chegando a 10%, respectivamente.

A elevação da taxa Selic visa controlar uma demanda aquecida e afeta diretamente os preços ao encarecer o crédito e incentivar a poupança. Entretanto, além da Selic, fatores como risco de inadimplência e custos administrativos também influenciam as taxas cobradas pelos bancos aos consumidores.


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