Enviados por mensagem de texto, os alertas da Defesa Civil de chuva forte e de risco de deslizamento ou alagamento chegaram para menos de 3% da população de

Redação Publicado em 01/02/2022, às 00h00 - Atualizado às 07h43
Enviados por mensagem de texto, os alertas da Defesa Civil de chuva forte e de risco de deslizamento ou alagamento chegaram para menos de 3% da população de São Paulo. Vinculada ao governo do estado, a Defesa Civil é o órgão responsável pelas ações preventivas e de prestação de socorro por desastres. Para receber os alertas, é preciso enviar o CEP da residência para o número 40199.
Horas antes dos deslizamentos, a Defesa Civil publicava os avisos nas redes sociais. Da meia-noite ao meio-dia de domingo, foram cinco alertas, mencionando “chuva persistente na região metropolitana” e recomendando: “Tenha cuidado ao permanecer em áreas de risco”.
As mensagens também são enviadas por SMS aos celulares de pessoas cadastradas na Anatel. As mensagens têm informações direcionadas de acordo com o CEP do dono do aparelho.
No ano passado, foram enviados quase 9 mil alertas para os aparelhos cadastrados. No entanto, o total de números cadastrados é equivalente a menos de 3% da população paulista.
Mesmo entre os que recebem os alertas, existe a sensação de que o poder público precisa fazer mais para evitar tragédias.
“O que falta é a conclusão do trabalho de prevenção, ou seja, remover essas populações da área de risco. Infelizmente a atenção a essas áreas só é dada depois que a tragédia acontece”, disse Pedro Côrtes, professor de engenharia e meio ambiente da Universidade de São Paulo (USP).
“Passado esse período de tragédia, muitas vezes essas áreas de risco caem no esquecimento do poder público. Elas só serão lembradas quando, infelizmente, novas tragédias voltarem a acontecer”, completou.
Em nota, a Defesa Civil do estado informou que realiza 8 planos preventivos nos 177 municípios do estado mais vulneráveis no caso de deslizamentos e inundações.
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G1
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