Por Deputada Carla Zambelli

Redação Publicado em 14/10/2021, às 00h00 - Atualizado às 10h43
Por Deputada Carla Zambelli
“Sou trans e quero ser respeitada.” Essa foi a frase que destaquei de um vídeo onde uma mulher se posiciona contrária à sua vacinação, pois, segundo ela, já está naturalmente vacinada. E, mesmo sendo clara a mensagem, “O Antagonista” fez questão de me atacar, dizendo que eu seria “idiote”. Então, vamos esmiuçar o significado disso tudo.
A reação do autor do texto mostra sua hipocrisia ou incapacidade de interpretação. O objetivo da postagem foi apontar ausência de debate sobre um tema essencial. Causa espécie tal reação num país onde tantos protestam quando se fala do uso de animais para experimentos farmacológicos (o que são as vacinas EXPERIMENTAIS?), ou, onde a esquerda utiliza o slogan “meu corpo, minhas regras” para justificar aborto, uso de drogas ou mudança de sexo. Esse duplo padrão aparece a todo momento, por exemplo, quando a militância esperneia pelo fato de uma mulher quer escolher entre parto normal ou cesárea.
Inclusive, observamos as mulheres que dizem ter nascido em corpo masculino e que “engravidam”, mas não podem amamentar. Apesar de a ciência apontar que a amamentação é insubstituível, em nome da “justiça social” ou “de gênero”, não há preocupação com os recém-nascidos e eventuais problemas de saúde futuros. “Isso pode”.
Segundo o dicionário, imunizar é “fazer com que (algo ou alguém) se torne imune; que resiste à ação de agentes patogênicos; que não se deixa contaminar por uma doença infecciosa”. Portanto, 0% de chance de se infeccionar por um vírus e não somente reduzir a possibilidade de adoecer e/ou morrer.
O que tem acontecido no mundo é a diminuição da probabilidade de pegar o vírus e falecer. Contudo, ressalto que mais de 17.500 pessoas já morreram após tomar a 2ª dose de vacina, segundo publicação do Poder360 em 24/09/2021. E afirmam que o número “pode ser maior”.
Sou favorável à vacinação daqueles que assim desejarem, e contra a obrigatoriedade apresentei o PL nº 4.966/2020.
Não há razoabilidade num Estado que deseja submeter meu filho, de 13 anos, a uma vacina que, por ser experimental, eventualmente pode ocasionar infarto em crianças. O risco pode ser mínimo, mas igualmente mínimo é o risco de uma criança morrer vítima de covid-19.
Conheço muitas pessoas que estiveram com suas famílias contaminadas, que não pegaram covid, não tomaram vacina e são imunes naturalmente, como aconteceu com a minha, onde meu marido e filho sequer tiveram sintomas. Por que precisam, portanto, se vacinar, sendo que a patologia é nova e não houve tempo para esgotar todos os riscos?
Chego à conclusão de que quem me chamou de “idiote”, sequer compreende o significado da palavra. Idiṓtēs, de origem grega, representa o “indivíduo particular” em oposição ao “homem do Estado”. Seria o sujeito que não enxerga além dele próprio, semelhante ao autor do ataque, que é incapaz de enxergar o debate que o cerca.

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