
Babi Hanones Publicado em 28/03/2024, às 08h31
Venho pensando muito no que é natural, e aqui confiro o termo normal ao que impregnamos a natureza, e nos desfazemos da grande potência da vida de nos fazer voltar ao nosso caminho.
Nos acostumamos com chamados violentos para voltarmos ao centro. E o que seria esse centro? Um receptor de virtudes que conferem a existência uma dinâmica única não de sobrevivência, mas de vida em excelência.
Quando o espírito enobrece a matéria e confere um tom único ao sabor da experiência que combina a conquista material de nossos objetivos e os ganhos permanentes dos aprendizados da alma.
Há uma sintonia mediante ao que quero no plano material e as conquistas mais internas do espírito.
Seria nosso estado natural de ser no mundo. Mas nos afastamos dessa origem essencial e nos disparamos cegamente ao que é dito normal. Casar e ter filhos, construir uma casa, ter um corpo dentro do padrão, um carro ou cargo que te traga respeito? Normal é agir assim com uma mulher ou o homem precisa disso. Do quê? De quem? Como?
Aquele normal que rouba a sua singularidade e maneira única de expressar sua essência.
Tira o prazer da vida, o sentido das coisas e te encapsula para o mais, sempre mais e a próxima conquista que te fará parecer normal. Mesmo que custe o preço infalível da sua própria vida. Um corpo doente precisando de cama, de calma, de alma. Uma mente perturbada pelos conflitos existências do que realmente nasceu para ser e o que deveria ser, para pertencer à normalidade imposta pela sociedade do que é ser bem-sucedido e realizado.
Você está aqui para realizar a si mesmo, acredita? Ter o seu próprio senso de normalidade, respeitando o que é natural para você. Dentro das suas qualidades boas e ruins, um mix bem misturado das suas polaridades que resulta num ser integral, natural e por isso normal, equilibrado em si mesmo. Assim não precisaríamos de grandes catástrofes no caminho, mas o que poderíamos fazer?
Talvez iniciarmos no aprendizado e conhecimento dessa natureza interna que não irá te poupar para ser o que veio ser. Mesmo que para isso precise derrubar você mesmo. Essa pessoa dita normal que fica na frente tentando controlar e conter a força da vida e perde os sussurros delicados da alma chamando para casa.
Aceitar o que somos, aprendendo a conduzir e fluir com essa majestosa sabedoria, seria um passo a adiante e definidor dos velhos hábitos que trazemos como herança, de que somos um, separados do todo.
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