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Quando muito é pouco, e pouco é quase nada

Quando muito é pouco, e pouco é quase nada - Imagem: Reprodução | Freepik
Quando muito é pouco, e pouco é quase nada - Imagem: Reprodução | Freepik
Babi Hanones

por Babi Hanones

Publicado em 23/01/2024, às 09h02


A quantas anda a nossa fúria por mais? O que fazer? Aonde ir? O que postar?

Esqueço de mim para ser o que você quer. Olhos presos nos espelhos tentando revelar o que não sei ou talvez o que ache que sou.

É pouco? Quase nada, me esforço mais então para ser, mais filtros, mais perfeição.

E esse esforço custa caro.

Qual é o preço de se perder para encontrar esse outro que avalia o quanto sou?

Quando perdemos a referência de quem somos, da nossa história e origem, caímos na contramão da vida. Vivemos menos um dia de cada vez, menos sorrisos, menos amigos, poucas ou nenhuma palavra de conforto, um amor sincero?! Caro demais para eu voltar, e ser aquela que um dia sonhou.

E ela pode dizer: já não sei mais quem sou. Preciso me procurar nos espelhos, nos olhares, nas palavras desse outro fora de mim que me persegue e que sabe mais de mim do que eu mesmo.

E você, que assiste calado, vidrado no sofá?

Entre dancinhas e piscadas, consegue se abster dos sentidos e sentir o que se quer falar, talvez gritar pedindo uma chance para ser?

E só um único olhar seria suficiente para não surtar. Quem estaria disposto a olhar de modo nu e ver a menina dançar. Lembrando a espontânea vontade ingênua de ter esses muitos olhares, mas hoje dizendo para parar.

Para menina!

Se olha, se escuta, acorda!

O único olhar que você procura é o seu, sem restrições ou perseguições.

Em quantos lares hoje há meninas dançantes em busca desse muito diante de tão pouco, que seus sentidos acusam e ditam por mais! Sempre mais!

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